O preço do petróleo poderá atingir até 96 dólares por barril até ao final do ano, caso o estreito de Ormuz seja reaberto, segundo Igor Sechin, CEO da Rosneft, a maior petrolífera russa. Durante o Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, Sechin destacou que a reabertura do estreito é crucial para a estabilização dos preços no mercado global.
Sechin alertou que, se forem impostas sanções aos sete milhões de barris de crude russo destinados à exportação devido à guerra na Ucrânia, o preço do barril poderá disparar até 250 dólares. Esta previsão é alarmante e reflete a fragilidade do mercado petrolífero, que ainda está a recuperar de várias crises.
O responsável da Rosneft explicou que, para que o “ritmo positivo” do mercado seja restabelecido, são necessários pelo menos seis meses. Para o próximo ano, Sechin antecipa que o preço do petróleo deverá situar-se entre 80 e 85 dólares por barril, o que representa uma ligeira descida em relação às previsões atuais.
Recentemente, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), uma referência nos Estados Unidos, registou uma queda de 2,69%, mantendo-se acima dos 90 dólares por barril. Por sua vez, o Brent, referência na Europa, desceu mais de 2%, fixando-se em 93 dólares por barril. Estas flutuações nos preços do petróleo refletem a incerteza do mercado e a influência de fatores geopolíticos.
A reabertura do estreito de Ormuz é, portanto, um tema central nas discussões sobre o futuro do preço do petróleo, e a sua importância não pode ser subestimada. A situação atual do mercado petrolífero exige atenção, pois qualquer alteração nas dinâmicas de oferta e procura pode ter um impacto significativo nos preços globais.
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Fonte: ECO





