Os Estados Unidos estão a considerar a possibilidade de utilizar ativos iranianos congelados para apoiar a reconstrução de países do Golfo que foram afetados por conflitos recentes. Esta informação foi divulgada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, durante uma declaração feita no último domingo.
Bessent destacou que os danos causados pela guerra na região, em particular em países como o Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, podem ser mitigados através da utilização destes ativos. A administração Trump está a explorar a ideia de empregar “todos os recursos disponíveis” para ajudar na estabilização e reconstrução da área, uma estratégia que poderá ser discutida nas atuais negociações de paz com o Irão.
A libertação de uma parte significativa dos ativos iranianos congelados poderá ser um tema central nas conversações. Estima-se que estes ativos estejam avaliados em cerca de 100 mil milhões de dólares e estejam distribuídos por diversos bancos, investimentos e empresas a nível global. A maior parte destes fundos provém das vendas de petróleo e gás de Teerão, acumulados antes do início do conflito.
A utilização destes ativos iranianos não só poderá facilitar a recuperação económica dos países afetados, mas também poderá representar um passo importante nas relações entre os EUA e o Irão. A proposta de utilizar recursos iranianos para a reconstrução poderá ser vista como uma forma de promover a paz e a estabilidade na região, ao mesmo tempo que se aborda a questão dos embargos.
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Fonte: Sapo





