A Anthropic, uma empresa norte-americana de tecnologia, anunciou na terça-feira o lançamento da sua mais avançada inteligência artificial, denominada Fable 5. Este modelo, que faz parte da nova linha Mythos, é o primeiro a ser disponibilizado ao público, embora com acesso restrito a clientes de alta gama. A decisão de limitar o acesso deve-se a preocupações de segurança, especialmente em áreas sensíveis como a cibersegurança e, pela primeira vez, os riscos associados a ataques biológicos e químicos.
O Fable 5 foi apresentado como uma ferramenta poderosa, capaz de detectar e explorar vulnerabilidades de segurança com uma precisão sem precedentes. No entanto, a Anthropic também está a desenvolver uma versão sem restrições, chamada Claude Mythos 5, que será acessível apenas a empresas e organizações que já utilizam esta linha de inteligência artificial. Esta abordagem visa garantir que o uso da tecnologia seja controlado e seguro.
Desde o seu anúncio inicial em abril, a Anthropic tem enfrentado críticas e preocupações por parte de governos e especialistas em segurança. O receio é que a inteligência artificial possa ser utilizada para ameaçar infraestruturas críticas, como bancos e o setor energético. Em resposta a essas preocupações, Washington estabeleceu um processo de avaliação voluntária para os modelos de IA mais potentes antes do seu lançamento comercial.
A Anthropic revelou que a implementação do Fable 5 está a ser realizada em colaboração com o governo dos EUA, o que demonstra a seriedade com que a empresa aborda as questões de segurança. Além disso, a empresa anunciou que a versão Fable 5 não só se concentra em cibersegurança, mas também em biologia e química, o que pode ter implicações significativas no desenvolvimento de medicamentos e na pesquisa científica.
A empresa afirma que a nova inteligência artificial pode acelerar o desenvolvimento de medicamentos em até dez vezes e gerar novas hipóteses em biologia molecular. Contudo, a Anthropic alerta que essas capacidades também podem ser exploradas por agentes maliciosos. Um exemplo dado pela empresa é o desenvolvimento de vírus adeno-associados (AAV), que, embora possam ser perigosos, também têm potencial para aplicações benéficas na terapia genética.
Para mitigar riscos, a versão sem restrições do Fable 5 estará disponível apenas para investigadores selecionados. A Anthropic também estabeleceu que consultas relacionadas a cibersegurança, biologia ou química feitas através do Fable 5 serão respondidas por um modelo de nível inferior, o Opus 4.8. Esta medida visa proteger a tecnologia e evitar que seja utilizada de forma inadequada.
Em suma, a introdução do Fable 5 pela Anthropic marca um passo significativo no campo da inteligência artificial, mas também levanta questões importantes sobre a segurança e o uso responsável desta tecnologia. Leia também: O impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho.
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Fonte: Sapo





