A taxa Euribor registou uma subida a três meses, alcançando um novo máximo desde março de 2025. Esta quarta-feira, a Euribor a três meses fixou-se em 2,397%, enquanto as taxas a seis e a 12 meses apresentaram uma descida, situando-se em 2,592% e 2,841%, respetivamente.
A Euribor a seis meses, que se tornou a taxa mais utilizada em Portugal para créditos à habitação com taxa variável desde janeiro de 2024, recuou 0,014 pontos em relação à sessão anterior. Dados do Banco de Portugal revelam que, em abril, a Euribor a seis meses representava 39,56% do total de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. As taxas a 12 e a três meses correspondiam a 31,53% e 24,55%, respetivamente.
No que diz respeito à Euribor a 12 meses, a taxa caiu para 2,841%, uma diminuição de 0,025 pontos em comparação com a terça-feira. Em contrapartida, a Euribor a três meses subiu 0,024 pontos, atingindo um novo máximo desde 19 de março de 2025.
Esta semana, o Banco Central Europeu (BCE) realiza uma reunião de política monetária, que termina na quinta-feira. O mercado antecipa um aumento das taxas diretoras, que seria o primeiro em quase três anos. Na reunião anterior, realizada a 30 de abril, o BCE decidiu manter as taxas diretoras, marcando a sétima reunião consecutiva sem alterações, após um ciclo de cortes iniciado em junho de 2024.
Em maio, a média mensal da Euribor registou um aumento em todos os prazos, embora de forma menos acentuada do que em abril. A média da Euribor a três meses subiu 0,051 pontos, fixando-se em 2,226%. Já as médias a seis e a 12 meses aumentaram 0,082 pontos e 0,057 pontos, atingindo 2,536% e 2,804%, respetivamente.
As taxas Euribor são determinadas pela média das taxas a que um conjunto de 19 bancos da zona euro estão dispostos a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário. Este indicador é crucial para os consumidores que têm créditos à habitação, uma vez que as suas variações podem impactar diretamente as prestações mensais.
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Fonte: Sapo




