O antigo secretário-geral do PS, Ferro Rodrigues, fez um apelo ao seu partido para que não viabilize a proposta do Governo para o Orçamento de Estado de 2027. Em declarações à agência Lusa, Rodrigues argumentou que existe uma “clara” aliança política entre o PSD e o Chega, que deve ser levada em conta nas decisões do PS.
“Hoje é um dia importante, pois a aliança do PSD com o Chega pode ser vista claramente”, afirmou Ferro Rodrigues, referindo-se ao debate parlamentar que envolveu a proposta do Governo para a criação da prestação social única. Este debate foi marcado pela falha na eleição da candidata do PS para provedora de Justiça, Luísa Neto, que não conseguiu os votos necessários.
Rodrigues considera que a atitude do PSD em relação ao PS foi “traiçoeira”, especialmente no que diz respeito à eleição de Luísa Neto, atual presidente do Instituto Nacional de Administração (INA). A candidata obteve 131 votos favoráveis, mas não atingiu os dois terços exigidos para a aprovação.
Diante deste cenário político, Ferro Rodrigues espera que o PS não continue a colaborar com o fortalecimento da aliança entre o PSD e o Chega. “Espero que, o mais rapidamente possível, fique claro que o PS não apoiará a passagem do Orçamento de Estado no Parlamento”, sublinhou.
O antigo ministro socialista acrescentou que é fundamental que a população perceba que “quem governa Portugal é o PSD e a extrema-direita”. A sua mensagem é clara: todos os partidos devem assumir uma posição firme face a esta realidade.
Por outro lado, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, comentou a falha na eleição de Luísa Neto, afirmando que, se o PS repetir a sua indicação, o PSD apoiará a escolha e se empenhará na sua eleição. Esta declaração surge após a rejeição da candidatura, que foi feita com o apoio do PSD.
No que diz respeito à proposta do Governo para a prestação social única, esta baixou à fase da especialidade sem votação na generalidade, com votos contra do BE, PCP e do ex-líder do PS, Pedro Nuno Santos, e a abstenção do Livre. Os restantes partidos, incluindo PSD, Chega, PS, IL, CDS-PP e deputados únicos do PAN e JPP, votaram a favor da baixa à especialidade.
A decisão de baixar o diploma sem votação foi anunciada pelo líder do Chega, André Ventura, que afirmou que o PSD aceitou seis das sete exigências do Chega, ficando de fora uma que pretendia alargar o prazo de residência em Portugal para que os imigrantes possam aceder a esta prestação social.
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Fonte: ECO





