O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que existem “todas as condições” para que o pacote laboral seja derrotado na Assembleia da República na próxima semana. Esta declaração surge no contexto da discussão da proposta de lei que será debatida em plenário na quinta-feira, 18 de junho, e que deverá ser votada na generalidade no dia seguinte, 19 de junho.
Tiago Oliveira sublinhou que, independentemente do desfecho da votação, será necessário que haja um posicionamento claro dos partidos em relação ao pacote laboral. “A proposta só sobrevive se os partidos permitirem que sobreviva”, afirmou, destacando que a responsabilidade recai sobre os deputados. O líder da CGTP criticou ainda o Governo, acusando-o de “encurtar prazos” e de não respeitar os tempos de discussão pública, que terminam a 2 de julho.
A CGTP já anunciou que responsabilizará os partidos com assento parlamentar pelo seu posicionamento sobre o pacote laboral. Oliveira enfatizou que a concentração convocada para quinta-feira frente à Assembleia da República é uma oportunidade para que a voz dos trabalhadores seja ouvida.
Questionado sobre a possibilidade de uma concentração conjunta com a UGT, Tiago Oliveira referiu que a CGTP tem estado em diálogo com outras estruturas, mas não mencionou diretamente a UGT. A CGTP tem liderado a luta em torno do pacote laboral, conforme demonstrado pela greve geral de 3 de junho, que contou com uma forte adesão dos trabalhadores.
Além disso, o secretário-geral criticou a falta de vontade política do Governo de Luís Montenegro para abordar questões cruciais do país, como os serviços públicos, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a educação. A CGTP considera que a discussão do pacote laboral é uma oportunidade para os trabalhadores expressarem as suas preocupações e exigirem mudanças significativas.
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Fonte: Sapo





