Bilhetes de avião aumentam 60% em 20 anos, compensações estagnadas

Nos últimos 20 anos, o preço dos bilhetes de avião aumentou mais de 60%, passando de 137 euros para 225 euros. Este aumento significativo contrasta com a estagnação das compensações financeiras que as companhias aéreas devem aos passageiros, que permanecem inalteradas desde 2005. A indemnização mínima, fixada em 250 euros, sofreu uma perda de 65% do seu poder de compra devido à inflação, o que equivale a um valor real de cerca de 150 euros.

Os dados foram divulgados pela AirAdvisor, que também destacou que o Parlamento Europeu irá votar, na próxima segunda-feira, novas regras que podem impactar as companhias aéreas. Se as alterações ao regulamento 261/2004 forem aprovadas, as companhias serão obrigadas a enviar um link direto para o formulário de pedido de indemnização aos viajantes até 48 horas após a interrupção de um voo. Além disso, terão de pagar ou rejeitar formalmente o pedido num prazo máximo de 30 dias.

A AirAdvisor sublinha que não tem sido possível chegar a um consenso sobre o reajuste dos valores das compensações por cancelamentos, atrasos de voos ou extravio de bagagem. Sem qualquer alteração ao longo dos últimos 21 anos, a situação permanece insustentável. Se a proposta de reforma for arquivada, as regras atuais continuarão a vigorar por tempo indeterminado.

Embora tenha existido uma proposta inicial para aumentar o pagamento mínimo para 350 euros, o texto que será votado mantém os valores inalterados. Os atrasos acumulados nos voos tendem a atingir o pico no final da tarde e à noite, e os passageiros de voos de baixo custo, que frequentemente utilizam aeroportos secundários, enfrentam despesas inesperadas com alojamento e transporte, muitas vezes difíceis de reembolsar.

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A AirAdvisor também oferece algumas dicas úteis para os passageiros em caso de perturbações durante os voos. É importante documentar o atraso no aeroporto, registando as horas programadas e reais de partida, e guardando todas as faturas e recibos relacionados com despesas. A compensação financeira é aplicável se o voo chegar ao destino final com um atraso de três horas ou mais, se for cancelado com menos de 14 dias de antecedência ou em caso de recusa de embarque.

Os valores de compensação em vigor são de 250 euros para voos até 1500 quilómetros, 400 euros para voos entre 1500 e 3500 quilómetros e 600 euros para ligações superiores a 3500 quilómetros. Os passageiros devem exigir o pagamento em dinheiro, apresentando a reclamação por escrito e recusando vouchers ou vales de viagem como substitutos, uma vez que a legislação garante o direito ao reembolso em numerário.

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Fonte: Sapo

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