A Bloop, uma inovadora rede social de compras que combina um marketplace com uma plataforma social, está prestes a dar um passo importante na sua expansão internacional. Após o seu lançamento em 2024, a startup portuguesa anunciou que Espanha será o seu primeiro mercado fora de Portugal. Francisco Rodrigues, CEO e fundador da Bloop, revelou ao Jornal Económico que a plataforma foi concebida com um foco internacional desde o início.
Com um investimento inicial de dois milhões de euros numa ronda de pre-seed, a Bloop conseguiu rapidamente atrair a atenção do público. A plataforma, que inicialmente estava disponível apenas para um grupo restrito, foi lançada em versão beta e, em novembro do mesmo ano, tornou-se acessível a todos. Agora, com 50 mil utilizadores em Portugal e 150 vendedores, dos quais 10% são espanhóis, a startup está pronta para entrar no mercado espanhol até ao final deste ano.
Rodrigues expressou otimismo em relação à aceitação da Bloop em Espanha, afirmando que “a cultura dos espanhóis é ainda mais virada para aproveitar este tipo de benefícios e de plataforma”. Além da expansão para o mercado espanhol, a Bloop tem como meta ultrapassar os 100 mil utilizadores em Portugal e continuar a atrair vendedores de forma criteriosa.
O que distingue a Bloop de outras plataformas é a sua abordagem única. A ideia central é permitir que qualquer utilizador ganhe com as suas recomendações, influenciando assim o comportamento de compra dos seus amigos e seguidores, mesmo que não tenham milhares de seguidores. Na Bloop, os utilizadores partilham fotografias e vídeos dos produtos que adquiriram, e cada publicação contém um link que permite a compra do artigo. Cada vez que alguém compra através deste link, o autor da publicação recebe benefícios.
Os utilizadores da Bloop podem ganhar 10% apenas por publicar, e mais 10% sempre que alguém compra através da sua publicação. Este sistema permite que os clientes acumulem créditos, que podem ser utilizados em novas compras. No entanto, existem regras: os compradores têm até 30 dias para publicar sobre o produto e 45 dias para usar os créditos.
Apesar de a Bloop enfrentar desafios na explicação do seu modelo de negócios, Rodrigues garante que os preços permanecem competitivos e que a plataforma não impõe limites aos créditos que os utilizadores podem acumular. Atualmente, 60% dos utilizadores fazem publicações e 80% utilizam os créditos em novas compras, o que demonstra o sucesso do modelo.
A Bloop já oferece uma variedade de categorias, incluindo beleza, moda, eletrónica e artigos para casa, e está a preparar-se para lançar uma nova categoria dedicada a experiências, como atividades de spa e passeios turísticos. “A lógica é criar um modelo de negócio que permita que toda a gente ganhe com a sua influência”, concluiu Rodrigues.
Leia também: A ascensão das plataformas de e-commerce em Portugal.
Leia também: Frank Gehry: A Arte da Arquitetura em Exposição no Porto
Fonte: Sapo





