A reforma é amplamente vista como um direito conquistado pela maioria dos portugueses. De acordo com o Barómetro “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon em parceria com o Doutor Finanças, 59% dos inquiridos consideram esta fase da vida como um direito. No entanto, as opiniões sobre a reforma variam significativamente entre os diferentes grupos da população.
Embora a maioria reconheça a reforma como um direito, quase 18% dos portugueses acredita que este é um tema para ser abordado mais tarde. Além disso, 55% dos inquiridos expressam a preocupação de que a pensão pública não será suficiente para manter o seu nível de vida, refletindo uma falta de confiança nas garantias do sistema de Segurança Social.
Quando questionados sobre a afirmação “Tenho tempo para pensar na reforma mais tarde”, 31% dos participantes concordam, enquanto 49% discordam. Esta diversidade de opiniões mostra que, apesar de muitos verem a reforma como um direito, a preparação e o planeamento para esta fase da vida não são encarados da mesma forma por todos.
A desconfiança em relação à pensão pública é uma preocupação crescente. Mais de metade dos inquiridos, precisamente 55%, não acredita que a pensão pública será suficiente para garantir um nível de vida confortável. A insegurança é ainda mais acentuada entre os mais jovens: 69% dos inquiridos entre os 25 e os 35 anos sentem que a pensão não será suficiente, enquanto 63% dos que têm entre 35 e 45 anos partilham da mesma preocupação.
Além disso, 33% dos portugueses não sabem quanto irão receber de pensão, o que aumenta a incerteza sobre o futuro. A confiança na Segurança Social também é limitada, com 47% dos inquiridos a duvidar da capacidade do sistema em pagar pensões no futuro.
A forma como os portugueses encaram a reforma também varia consoante o nível de escolaridade. Entre os que possuem ensino superior, 58% discorda da ideia de que ainda há tempo para pensar na reforma. Este número é menor entre aqueles com ensino secundário (43%) e ainda mais baixo entre os que não completaram o 3.º ciclo (31%).
A preocupação com a reforma é um tema que merece atenção, especialmente entre os mais jovens e os mais escolarizados. A falta de confiança nas pensões públicas e a incerteza sobre o futuro financeiro são questões que devem ser abordadas com seriedade.
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Fonte: Doutor Finanças





