AM48 investe 60 milhões em novos edifícios em Santo António dos Cavaleiros

A promotora imobiliária AM48 continua a expandir o seu projeto “1965 Cidade Jardim”, localizado em Santo António dos Cavaleiros, Loures. Esta terça-feira, a empresa anunciou o lançamento de dois novos edifícios, denominados ‘Thomaz’ e ‘Telles’, com um investimento total de 60 milhões de euros. Estes empreendimentos incluem 123 apartamentos, distribuídos entre tipologias T1 a T4, dos quais 35% já foram vendidos.

Francisca Martins, administradora do Grupo AM48, revelou ao Jornal Económico que a maioria dos compradores são portugueses, embora também existam clientes internacionais, incluindo ucranianos e angolanos que já residem em Portugal. O projeto, que deverá ser concluído em 2030, representa um investimento superior a 140 milhões de euros e abrange um total de 400 apartamentos, distribuídos por sete edifícios. Destes, quatro já estão no mercado, com os edifícios Oliveira a registarem mais de 70% das frações vendidas desde o seu lançamento em fevereiro deste ano.

Além dos apartamentos, o empreendimento contará com mais de cinco mil metros quadrados dedicados ao comércio e serviços, distribuídos ao longo dos edifícios. A AM48 também se comprometeu a obter a certificação BREEAM, um dos sistemas de avaliação ambiental mais rigorosos e reconhecidos mundialmente, que garante o cumprimento de elevados critérios de desempenho ambiental e eficiência energética.

“Quando idealizámos este projeto, o nosso foco foi criar um espaço para famílias. Por isso, 80% a 85% dos apartamentos são tipologias T2 e T3”, explicou Francisca Martins. Os preços dos apartamentos começam nos 295 mil euros para as tipologias T1, enquanto os T2 estão disponíveis a partir de 450 mil euros. Os T3 têm preços a partir de 670 mil euros e os T4 a partir de 1,3 milhões de euros. Durante a primeira fase de vendas, todos os apartamentos tiveram um desconto associado, refletindo valores que estão alinhados com a oferta local e a viabilidade de construção nova.

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A administradora também comentou sobre o lançamento dos restantes três edifícios, afirmando que o objetivo é introduzir um novo projeto anualmente, dependendo da evolução das vendas. “Estamos muito satisfeitos com os resultados até agora, que superam as nossas expectativas. Esperamos ter todos os projetos lançados comercialmente nos próximos dois a três anos”, acrescentou.

Francisca Martins destacou ainda a dificuldade crescente em prever os custos de construção, devido à escassez de mão de obra e ao aumento dos preços dos materiais. “Trabalhamos em estreita colaboração com os nossos parceiros e sentimos as dificuldades que eles enfrentam. O custo de um material pode mudar drasticamente em um ano, e a situação geopolítica também afeta os preços”, afirmou.

Quando questionada sobre a escolha de Loures para este projeto, a administradora considerou que a localização era uma decisão óbvia. “Loures é uma área em expansão da cidade de Lisboa, que terá uma nova linha de metro. A valorização urbanística está garantida, dado que existem vários projetos de construção nova na região”, concluiu.

Leia também: O impacto do novo metro na valorização imobiliária em Loures.

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Fonte: Sapo

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