Hub tecnológico de 900 milhões de euros na Universidade do Porto

A Universidade do Porto, juntamente com a futura Universidade Técnica e a Câmara Municipal do Porto, está a desenvolver um ambicioso projeto para a criação de um hub tecnológico. Com um investimento previsto de 900 milhões de euros, este Parque de Ciência e Tecnologia visa acolher pequenas e médias empresas (PME) e grandes empresas do setor tecnológico até 2029. O projeto, denominado PITCH – Porto Innovation and Technology Community Hub, tem como objetivo promover a inovação e a competitividade na região.

O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, já manifestou o apoio do Governo à candidatura do projeto ao Fundo da Competitividade. Durante a cerimónia de assinatura do memorando de entendimento, o governante destacou a importância de iniciativas como esta para a afirmação do Porto como um centro de inovação a nível europeu. “É fundamental que os principais centros do país, como o Porto, se preparem para projetos de grande escala”, afirmou.

Castro Almeida elogiou a colaboração entre a autarquia, a Universidade do Porto e o Instituto Politécnico do Porto, considerando que este compromisso público é um passo importante para a competitividade da região. O projeto PITCH alinha-se com as prioridades do Governo, que visa gerar riqueza e melhorar os salários através da competitividade das empresas.

O hub tecnológico não só pretende ser uma plataforma de cooperação estratégica, mas também um motor para a valorização do talento da região. O ministro sublinhou que a competitividade das empresas é crucial para garantir melhores condições de trabalho e salários mais elevados. “Apostar na competitividade é a chave para o futuro do Porto”, disse.

O projeto será desenvolvido em três fases. A primeira fase contempla a criação de um “Hub Central”, que incluirá espaços de interface, escritórios, laboratórios e auditórios, com um custo estimado de 150 milhões de euros. A segunda fase, a “Zona Corporativa”, terá um investimento de 250 milhões de euros e abrigará empresas e centros de inovação. Por fim, a terceira fase, a “zona de expansão”, focar-se-á em startups e campus empresariais, com um investimento de 500 milhões de euros.

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O presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, reconheceu que o projeto representa um passo importante, mas alertou que ainda há um longo caminho a percorrer até à sua concretização. “É essencial que haja uma visão estratégica entre a academia e o município para colocar o Porto na vanguarda da competitividade”, afirmou.

António Sousa Pereira, reitor da Universidade do Porto, destacou a importância da colaboração entre as instituições e a autarquia, considerando que este acordo é um sinal positivo para o futuro da região. O presidente do Instituto Politécnico do Porto, Paulo Pereira, também enfatizou a relevância da criação de uma plataforma de colaboração que promova o conhecimento e a inovação, reconhecendo que o processo será exigente, mas fundamental para o desenvolvimento do Porto e do Norte de Portugal.

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Fonte: ECO

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