O 43.º Congresso Nacional do PSD, que decorre em Anadia, Aveiro, termina este domingo com a eleição da nova direção liderada por Luís Montenegro. Este evento, que se destaca pela presença de figuras importantes do partido e do governo, visa traçar novos caminhos e reforçar o impulso reformista que o PSD pretende imprimir à governação.
No primeiro dia do congresso, os delegados criticaram o Partido Socialista (PS) e o Chega por não acompanharem as reformas que o PSD defende. A nova direção do PSD conta agora com novos vice-presidentes, entre os quais se destacam o eurodeputado Sebastião Bugalho, que também será porta-voz, e os presidentes das câmaras de Lisboa e do Porto, Carlos Moedas e Pedro Duarte.
Leonor Beleza mantém-se como primeira vice-presidente e Hugo Soares assume o cargo de secretário-geral do PSD. A ex-ministra e atual comissária europeia, Maria Luís Albuquerque, lidera a lista para o Conselho Nacional, onde concorrem quatro listas diferentes.
O primeiro dia do congresso foi ainda marcado pela presença de 14 dos 16 ministros do governo PSD/CDS-PP, com exceção da ministra da Justiça e do líder do CDS-PP. A chegada de Pedro Santana Lopes, antigo líder do PSD, ao congresso, onde anunciou o seu regresso ao partido, também foi um momento significativo, apesar da sala não estar cheia.
Na sessão de encerramento, representantes de vários partidos, incluindo PS, Chega e IL, estarão presentes, embora nenhum dos líderes tenha enviado os seus secretários-gerais. Luís Montenegro fará a sua última intervenção, onde deverá apresentar as prioridades do PSD para o futuro, após ter prometido um foco em reformas sem intrigas políticas.
Há dois anos, no Congresso de Braga, Montenegro delineou sete prioridades em áreas como segurança, imigração e saúde. Contudo, a promessa de reformulação do programa de Educação para a Cidadania ainda não se concretizou. Espera-se que o primeiro-ministro aproveite o encerramento do congresso para fazer um balanço das reformas já realizadas pelo governo, que incluem áreas como fiscalidade e habitação.
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Fonte: ECO





