Prémios ECO/CIMPOR destacam a valorização de carreiras diversas

Na cerimónia de entrega dos Prémios ECO/CIMPOR, António Costa, diretor do ECO, destacou a importância de reconhecer as boas práticas de gestão e os líderes que se destacam no panorama empresarial. O evento, que resulta de uma parceria com a CIMPOR, tem como objetivo premiar anualmente as melhores iniciativas e exemplos a seguir no mundo dos negócios.

O júri, composto por diretores de escolas de gestão, como Filipe Santos da Católica Lisbon School of Business and Economics, Óscar Afonso da Faculdade de Economia do Porto e Pedro Oliveira da Nova SBE, assegurou uma avaliação independente e rigorosa. António Costa sublinhou que as deliberações foram desafiantes, mas o consenso foi alcançado.

Durante uma mesa-redonda moderada por Tiago Freire, os jurados partilharam os critérios que influenciaram as suas escolhas. Para o ECO/CIMPOR Lifetime Achievement Award, que homenageia trajetórias notáveis no setor empresarial, o júri valorizou o impacto duradouro e a capacidade de deixar um legado. Filipe Santos enfatizou a importância da liderança servidora, que visa beneficiar não apenas o líder, mas também as organizações e a sociedade.

Isabel Furtado, CEO da TMG Automotive, foi a vencedora deste prémio. Já o ECO/CIMPOR Rising Stars Award, que reconhece gestores com menos de 40 anos, gerou um debate mais prolongado, mas também resultou em consenso. Pedro Oliveira mencionou que a diversidade de perfis foi um fator importante na escolha, destacando a necessidade de valorizar talentos que, embora não sejam fundadores, desempenham papéis cruciais nas suas organizações.

Os participantes também abordaram o estado do talento em Portugal. Os jurados concordaram que existe um desajustamento entre a qualificação dos jovens e as oportunidades disponíveis no mercado de trabalho. Óscar Afonso alertou para a carga fiscal e os desafios da habitação, que contribuem para a fuga de talento. Pedro Oliveira acrescentou que as perspetivas de carreira em Portugal não são atrativas, dificultando a retenção de jovens qualificados.

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Filipe Santos trouxe à discussão dados sobre o potencial das escolas de negócios em Portugal, revelando que 10% das instituições no ranking mundial de mestrados em finanças são portuguesas. Contudo, ele também destacou os desafios trazidos pela inteligência artificial, que exige que os alunos sejam proficientes na sua utilização, sem perder a capacidade de pensamento crítico.

A resposta a estes desafios passa pela promoção de competências como a colaboração, a lógica e a ética. Filipe Santos concluiu que o conhecimento não é mais exclusivo das universidades e que o futuro dos líderes dependerá da sua capacidade de aplicar esse conhecimento de forma eficaz.

Leia também: O impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho.

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Fonte: ECO

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