A Autoridade da Concorrência (AdC) autorizou a centralização dos direitos televisivos das ligas profissionais de futebol em Portugal, permitindo que um único comprador adquira esses direitos. Esta decisão foi anunciada por André Mosqueira do Amaral, CEO da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), em entrevista à Agência Lusa.
Mosqueira destacou que a questão do comprador único foi um tema central nas discussões com o regulador. Tradicionalmente, o modelo europeu não permitia que um único operador detivesse todos os direitos, mas essa abordagem está a mudar, como se viu na Alemanha. “Existem inúmeras vantagens em ter um operador que possa transmitir todos os jogos”, sublinhou.
Embora a AdC tenha dado luz verde para um único comprador, Mosqueira esclareceu que outros operadores poderão também adquirir parte dos direitos. “Conseguimos um entendimento que permite que alguém tenha a totalidade dos jogos da I Liga, mas com condições que garantam a concorrência”, afirmou.
A LPFP está a explorar a entrada de novos operadores não tradicionais na transmissão de eventos desportivos, como a LivemodeTV, que já transmite jogos através do YouTube. Mosqueira explicou que a diversidade de plataformas pode atrair diferentes públicos e aumentar a receita comercial.
A centralização dos direitos audiovisuais, prevista para entrar em vigor na época 2028/29, visa reduzir a desigualdade entre os clubes. Mosqueira acredita que este novo modelo permitirá que todos os clubes melhorem a sua situação financeira, diminuindo a discrepância existente. “A desigualdade vai passar para menos da metade do que é hoje”, afirmou.
O responsável pela LPFP acredita que a nova chave de distribuição dos direitos audiovisuais tornará a liga mais equitativa. “É essencial que todos os clubes tenham a oportunidade de competir em pé de igualdade”, disse. A centralização também permitirá que o desempenho desportivo dos clubes influencie diretamente os valores recebidos.
Mosqueira não revelou valores específicos, mas assegurou que a valorização dos direitos está a ser constantemente ajustada. “Estamos a trabalhar para maximizar o valor total dos direitos”, afirmou, referindo-se a um potencial canal para a diáspora que poderia aumentar a audiência.
O diretor executivo da LPFP acredita que a centralização dos direitos televisivos trará novas oportunidades e que a liga está preparada para explorar diferentes caminhos, incluindo a possibilidade de investidores externos. “Estamos a identificar potenciais caminhos para garantir que o futebol profissional português se valorize”, concluiu.
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Fonte: ECO





