Rendas de habitação em Portugal sobem 9% no primeiro trimestre

No primeiro trimestre de 2023, as rendas de habitação em Portugal registaram um aumento significativo de 9,1%, atingindo uma mediana de 9,46 euros por metro quadrado. Este dado, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revela uma tendência de subida nas rendas de habitação, que se reflete em todos os contratos de arrendamento celebrados no país.

O número de novos contratos de arrendamento também apresentou uma ligeira subida de 0,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este aumento é um indicativo da procura contínua por habitação, mesmo num contexto de desafios económicos. As rendas de habitação têm-se tornado um tema central nas discussões sobre acessibilidade e mercado imobiliário em Portugal.

Analisando as sub-regiões, as rendas mais elevadas foram observadas na Grande Lisboa, onde o valor médio atingiu 14,38 euros por metro quadrado. Outras regiões com rendas elevadas incluem a Região Autónoma da Madeira (11,97 euros/m²), a Península de Setúbal (11,35 euros/m²), o Algarve (10,71 euros/m²) e a Área Metropolitana do Porto (10,13 euros/m²). Estes dados mostram que as rendas de habitação variam significativamente consoante a localização, refletindo a dinâmica do mercado.

Entre os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, todos registaram um aumento na renda mediana. Vila Nova de Famalicão destacou-se com a maior variação homóloga, atingindo um aumento de 15,1%. Lisboa, por sua vez, continua a ter a renda mediana mais elevada, fixando-se em 17,42 euros por metro quadrado, embora a sua taxa de variação homóloga de 8,2% seja inferior à média nacional.

Além disso, nove dos 24 municípios apresentaram taxas de variação do número de novos contratos superiores à média nacional. Vila Nova de Famalicão, novamente, destacou-se com uma variação de 13,4%, sublinhando a sua crescente atratividade no mercado de arrendamento.

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As rendas de habitação continuam a ser um tema relevante para muitos portugueses, especialmente em tempos de incerteza económica. A evolução deste mercado será, sem dúvida, um ponto de atenção nos próximos meses. Leia também: O impacto das rendas de habitação na economia local.

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Fonte: Sapo

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