O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração alarmante sobre o Irão, afirmando que o país “deixará de existir” caso os EUA decidam retomar a guerra. Esta afirmação surge após uma série de ataques aéreos norte-americanos contra alvos iranianos, que, segundo Trump, violaram o cessar-fogo estabelecido entre as duas nações.
No passado sábado, Trump publicou na sua rede social, Truth Social, que os aviões norte-americanos atacaram depósitos de mísseis e drones iranianos, assim como estações de radar costeiras. O Presidente acusou Teerão de não aprender com os erros e alertou que, se a situação continuar, os EUA poderão ser forçados a agir militarmente. “Se isso acontecer, a República Islâmica do Irão deixará de existir!”, afirmou Trump.
Os ataques aéreos dos EUA foram uma resposta a um ataque iraniano a um navio petroleiro, o Kiku, que transportava mais de dois milhões de barris de petróleo no estreito de Ormuz. O Comando Central do Exército dos EUA (Centcom) confirmou que as forças norte-americanas atacaram várias infraestruturas militares iranianas, incluindo sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea.
Apesar dos ataques, o Centcom garantiu que o tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz continua a funcionar normalmente. No entanto, os meios de comunicação iranianos relataram explosões nas regiões de Sirik e Qeshm, indicando a gravidade da situação.
Estes confrontos ocorrem num contexto de tensão crescente, mesmo após um acordo preliminar assinado em junho, que visava reabrir a via navegável e estabelecer um cessar-fogo. O estreito de Ormuz é uma rota crucial, onde cerca de 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos transita, e a sua importância geoestratégica é inegável.
A troca de ataques entre os EUA e o Irão levanta preocupações sobre a possibilidade de uma escalada militar na região. Os EUA já tinham atacado locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos na sexta-feira, em resposta a um ataque anterior a um navio comercial.
A situação no estreito de Ormuz continua a ser um ponto de discórdia, com o Irão a tentar impor taxas de trânsito, uma proposta que foi rapidamente rejeitada por Washington. A tensão entre os dois países parece longe de ser resolvida, e os próximos passos serão cruciais para a estabilidade na região.
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Fonte: Sapo





