Um avião de combate israelita bombardeou hoje o sul do Líbano, apenas dois dias após a assinatura de um acordo de paz entre os dois países. Este acordo, mediado pelos Estados Unidos, visava estabelecer uma “paz duradoura”, mas o Hezbollah já se manifestou contra a sua implementação.
De acordo com a agência AFP, que cita a Agência Nacional de Informação do Líbano (ANI), os bombardeios ocorreram nas proximidades das localidades de Deir Seryan e Taybeh. A situação no terreno levanta preocupações sobre a viabilidade do acordo de paz, que o deputado do Hezbollah, Hassan Fadlallah, considera que “não será aplicado”. Fadlallah alertou ainda para o risco de um “conflito interno” no Líbano.
No sábado, o presidente libanês, Joseph Aoun, conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e garantiu que o Líbano “assumirá as suas responsabilidades” na execução do acordo. Este acordo condiciona a retirada das tropas israelitas do Líbano ao desarmamento do Hezbollah, um movimento xiita que se opõe firmemente a qualquer entendimento com Israel.
O líder do Hezbollah, Naïm Qassem, descreveu o acordo como um “erro grave”, considerando-o “humilhante e vergonhoso”. Qassem criticou as autoridades libanesas por, segundo ele, legitimarem a ocupação israelita. Ele garantiu que “o acordo nunca verá a luz do dia” e que o Hezbollah continuará a sua resistência, afirmando que o seu “dedo permanecerá no gatilho”.
Fadlallah, durante uma cerimónia comemorativa, acusou as autoridades de promoverem uma “sedição” que poderia levar o país ao caos, transformando o conflito com Israel num conflito interno. A tensão aumenta, especialmente após um ataque aéreo israelita em Nabatiyé al-Fawqa, que resultou na morte de uma pessoa, segundo o Ministério da Saúde libanês.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que as tropas israelitas devem preparar-se para uma “permanência prolongada” no sul do Líbano, onde estão presentes desde março. A situação continua a ser volátil, e a possibilidade de um acordo de paz duradouro parece cada vez mais distante.
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Fonte: Sapo





