JP Morgan prevê inflação persistente e crescimento impulsionado pela IA

O banco JP Morgan, num recente relatório sobre as perspetivas económicas para o segundo semestre, prevê que a inflação global subjacente se mantenha elevada, rondando os 3% ao longo de 2024 e 2025. Esta expectativa surge em resposta a novas pressões sobre os preços dos bens, que são impulsionadas pela procura, constrangimentos na capacidade tecnológica e o impacto dos custos energéticos.

A instituição financeira destaca três temas principais que irão moldar a economia nos próximos meses. Em primeiro lugar, os mercados enfrentarão a tensão entre a oferta de energia e um crescimento resiliente, sustentado pela melhoria do emprego e pelos investimentos em inteligência artificial (IA). O JP Morgan salienta que a IA continua a ser um motor fundamental para o crescimento económico, à medida que o ciclo de investimento se expande.

Em segundo lugar, a fragmentação geopolítica será uma fonte contínua de incerteza, afetando a macroeconomia e os mercados. O banco observa que estamos a assistir a um realinhamento das cadeias de abastecimento e dos fluxos comerciais, onde as preocupações com a segurança e a resiliência estão a ganhar prioridade sobre o custo nas decisões de investimento.

O JP Morgan mantém a sua visão de que a expansão global está a ocorrer em bases sólidas. O crescimento é apoiado pela melhoria do sentimento empresarial e pela resiliência do consumidor, à medida que os mercados de trabalho se estabilizam e os gastos de capital aumentam, impulsionados pela IA. Contudo, a inflação persistente poderá levar os bancos centrais a adotar uma postura mais agressiva do que o inicialmente previsto.

Os analistas do banco projetam que, apesar da força da procura, os bancos centrais deverão ser cautelosos e não apressar o endurecimento da política monetária. Esperam que as taxas de juro globais subam menos de 20 pontos base este ano. Além disso, as tensões geopolíticas e as novas tarifas de importação dos Estados Unidos continuam a ser riscos significativos.

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No que diz respeito às bolsas, o JP Morgan permanece otimista quanto ao ciclo de crescimento impulsionado pela IA, prevendo que o índice S&P 500 possa atingir os 7.800 pontos até ao final do ano. O banco também espera que o dólar norte-americano mantenha uma trajetória positiva, sustentada por um crescimento estável e pela expectativa de que a Reserva Federal mantenha as taxas de juro inalteradas até 2026.

Por fim, o JP Morgan considera a inteligência artificial um tema central que continuará a moldar a economia no curto prazo. À medida que o investimento nesta área se intensifica, os emissores deverão explorar uma ampla gama de mercados de capitais, prevendo-se uma inovação contínua no financiamento em diversos setores.

Leia também: O impacto da inteligência artificial na economia global.

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Fonte: Sapo

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