O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, manifestou a sua forte oposição ao recente acordo com o Líbano, classificando-o como um “grande erro”. Em declarações feitas no sábado, Ben Gvir exigiu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que convoque uma votação urgente no governo para rejeitar o pacto.
Ben Gvir, um político ultraconservador, sublinhou que, apesar de Israel manter uma presença significativa no território libanês, o Estado do Líbano não tem a capacidade de desarmar o Hezbollah. “Sim, por enquanto permanecemos na maior parte do território [libanês], mas o Estado libanês não desarmará o Hezbollah”, alertou o ministro. Ele destacou a influência da milícia xiita nas instituições de Beirute, referindo que “existem ministros do Hezbollah no Governo libanês”.
O ministro tem lutado contra este compromisso diplomático nas últimas semanas, insistindo que a única garantia real de segurança para Israel é a ação militar. “Não se pode confiar no Líbano para retirar as armas do Hezbollah. Só os soldados das Forças de Defesa de Israel destruirão o Hezbollah; mais ninguém o fará por nós”, concluiu.
Em resposta ao acordo, a imprensa estatal libanesa reportou que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou o homólogo libanês, Joseph Aoun, pela conclusão do pacto, assegurando que Washington “não pouparia esforços” para garantir a “soberania e independência” do Líbano. Aoun, por sua vez, agradeceu o apoio da Casa Branca e afirmou que o governo libanês assumiria a responsabilidade pela implementação do acordo-quadro. No entanto, ele pediu formalmente que os Estados Unidos atuassem para “impedir violações do pacto” e pressionassem Israel a concluir a retirada dos seus soldados do sul do Líbano, permitindo assim o destacamento do exército libanês.
A oposição ao governo de Netanyahu também criticou o acordo, argumentando que este não conseguirá desarmar o Hezbollah. Com eleições gerais previstas até outubro e Netanyahu a ambicionar a reeleição, os líderes da oposição de diferentes espectros políticos expressaram a sua desaprovação. O líder do Partido dos Democratas e ex-chefe do Estado-Maior, Yair Golán, afirmou que “uma organização terrorista não se desarma só porque está escrito num papel”.
Gadi Eisenkot, líder do partido centrista Yashar!, considerou que “o desarmamento do Hezbollah e a desmilitarização do sul do Líbano são objetivos difíceis de alcançar”. Já Yair Lapid, líder do partido Beyachad, criticou a falta de um calendário para o desarmamento do Hezbollah e a continuidade das transferências de fundos do Irão para o grupo libanês.
Na sexta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou que Israel e Líbano tinham assinado um acordo-quadro que visa preparar o caminho para a “paz e segurança duradouras”. Leia também: “Impacto do acordo Israel-Líbano na segurança regional”.
acordo Israel-Líbano acordo Israel-Líbano acordo Israel-Líbano acordo Israel-Líbano Nota: análise relacionada com acordo Israel-Líbano.
Leia também: “Comercialização de Inovação: PRR avança para nova fase”
Fonte: Sapo





