O líder do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, considerou uma “vitória do PS” o travar da contrarreforma laboral e da Prestação Social Única (PSU) propostas pelo governo PSD/CDS-PP. Durante a abertura da Comissão Nacional do PS em Lisboa, Carneiro pediu ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que “tire a cabeça da areia”, sublinhando que estas medidas eram “profundamente injustas e desumanas”.
Carneiro, que assinalou um ano desde a sua eleição como secretário-geral do PS, começou o seu discurso com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos sismos na Venezuela. O líder socialista afirmou que o resultado das duas medidas é uma vitória não apenas do PS, mas também de “cinco milhões, 334 mil e 700 trabalhadores” e de “milhares de famílias que enfrentam dificuldades”. Para ele, a luta pela dignidade do trabalho e pela justiça social continua a ser uma prioridade.
O secretário-geral do PS criticou o governo atual, afirmando que desde que a Aliança Democrática (AD) venceu as eleições, Portugal vive “dois anos perdidos”. Carneiro acusou Montenegro de não estar a responder aos problemas dos cidadãos e de falhar em áreas cruciais. “Se a economia cresce menos e perde competitividade, a culpa não é do Partido Socialista. É um falhanço do seu Governo”, afirmou.
Além disso, o líder do PS referiu-se a um “namoro” entre a AD e o Chega, caracterizando-o como uma relação instável. Ele defendeu que o PS é a alternativa sólida e responsável que os portugueses precisam, destacando que muitos não compreendem as manobras políticas da AD e do Chega.
Na reunião, que contou com a presença da Comunicação Social, Carneiro reiterou que o PS tem um compromisso com Portugal e que, em cada decisão, coloca o interesse do país acima de qualquer interesse partidário. Ele delineou quatro prioridades para o futuro, começando pela necessidade de uma proposta económica que aumente a produtividade e competitividade do país.
O líder socialista também enfatizou a importância de reduzir o impacto do aumento do custo de vida, exigindo que o governo mostre sensibilidade face às dificuldades das famílias. Carneiro criticou a política fiscal do governo, que, segundo ele, “vai ao bolso dos portugueses todos os dias” através de impostos sobre os combustíveis.
O PS comprometeu-se ainda a valorizar as pensões mais baixas, afirmando que os pensionistas necessitam de “respostas e ação”, não apenas de discursos. Carneiro exigiu ao governo competência para enfrentar as principais preocupações dos cidadãos, como habitação, rendimentos e saúde, e apelou para que o executivo deixe de lado as manobras ideológicas com o partido da extrema-direita.
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Fonte: ECO





