O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, afirmou hoje que existe um “namoro” entre a Aliança Democrática (AD) e o Chega, caracterizado por “beijos e amuos”. Durante a sua intervenção no início da reunião da Comissão Nacional do PS, que decorre em Lisboa, Carneiro sublinhou que a verdadeira alternativa para os portugueses é o PS.
“Os portugueses podem não acompanhar todas as manobras políticas da AD e do Chega, e nem perceber o namoro que, por vezes, é feito com beijos e outras vezes com amuos”, disse Carneiro, acusando a AD de falhar em várias áreas. O líder socialista enfatizou que os cidadãos estão cientes de que “este Governo não responde aos seus problemas” e que o PS é a alternativa “sólida, responsável e credível”.
No dia em que se assinala um ano desde a sua primeira eleição como secretário-geral do PS, Carneiro dirigiu-se ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmando que “se a economia cresce menos e perde competitividade, a culpa não é do Partido Socialista, mas sim do seu Governo”. Para Carneiro, o “Governo da AD” é responsável pelo défice superior a 30 mil milhões de euros nas exportações de bens em 2025, pela queda do investimento direto estrangeiro e pelo agravamento da qualidade de vida das famílias.
O líder do PS reiterou que, ao assumir a liderança do partido, o seu único compromisso foi “servir Portugal”, colocando sempre o interesse do país acima de interesses partidários ou pessoais. Carneiro destacou que o trabalho do PS está longe de terminar e apresentou quatro grandes prioridades para os próximos meses, começando pela necessidade de uma proposta económica que aumente a produtividade e a competitividade do país.
“Em segundo lugar, é fundamental reduzir o impacto do aumento do custo de vida. É tempo de derrubar o muro de insensibilidade que o Governo ergueu perante as dificuldades das famílias”, afirmou, criticando o Governo por aumentar os impostos sobre os combustíveis.
O PS comprometeu-se a valorizar as pensões mais baixas, considerando que os pensionistas que enfrentam dificuldades “não precisam de discursos, mas sim de respostas e de ação”. Por isso, o PS irá voltar a apresentar propostas nesta área.
Carneiro exigiu ao Governo sensibilidade e competência para lidar com três das “maiores preocupações” dos portugueses e das novas gerações: habitação, rendimentos e saúde. O líder do PS criticou ainda o executivo PSD/CDS-PP por se dedicar a “manobras ideológicas” com o partido da extrema-direita, em vez de dar respostas concretas às necessidades da população.
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Fonte: Sapo





