A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, descreveu o negócio entre a Galp e a espanhola Moeve como “um assunto complexo”. Este projeto visa a criação de uma plataforma ibérica que, segundo a governante, está a ser monitorizado de perto pelo Governo. O objetivo é garantir que a refinaria ganhe escala, ao mesmo tempo que se assegura a soberania energética e a manutenção de uma refinaria em território português.
Durante uma entrevista ao programa “Conversa Capital”, da Antena 1 e do Jornal de Negócios, a ministra destacou a importância de abordar este tema em duas frentes. Maria da Graça Carvalho sublinhou o papel crucial da Galp na atual crise energética, mencionando que a empresa já assegurou 80% do jet fuel necessário. Os restantes 20% são provenientes de fornecedores no Brasil e na Nigéria, o que torna a situação mais estável.
A transformação do setor energético é uma prioridade para o Governo. A ministra afirmou que os combustíveis produzidos pela Galp, através do processo de refinação, irão evoluir para opções mais sustentáveis. “Vamos passar a produzir biocombustíveis de segunda geração, combustíveis sustentáveis para a aviação e hidrogénio”, explicou. Este processo de descarbonização requer um investimento significativo em tecnologia e mercado, sem o qual não haverá incentivos para a produção de combustíveis renováveis.
Maria da Graça Carvalho enfatizou que a transição energética é essencial para o futuro do setor, e que o negócio entre a Galp e a Moeve pode ser um passo importante nessa direção. “É preciso que haja um compromisso claro com a inovação e a sustentabilidade”, concluiu.
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Fonte: ECO





