Governo lança modelo de IA Amália a 1 de julho

O governo português irá apresentar oficialmente o modelo de inteligência artificial (IA) Amália no dia 1 de julho. A confirmação foi divulgada através de uma nota do gabinete do primeiro-ministro, enviada às redações na segunda-feira. Este lançamento do Large Language Model (LLM) português era esperado há vários meses, após o anúncio feito por Luís Montenegro durante a Web Summit em novembro de 2024.

O ministro da Educação, Inovação e Ciência, Fernando Alexandre, já havia indicado que o modelo de IA Amália seria apresentado em junho, destacando os “resultados muito positivos” do projeto. Contudo, a apresentação foi adiada para o início de julho. O objetivo principal do modelo de IA Amália é proporcionar “maior rigor em toda a dimensão da língua e da cultura portuguesa”, com a ambição de que possa ser “utilizado e melhorado por todos os países da lusofonia”.

O modelo de IA Amália será disponibilizado a diversas áreas da Administração Pública, abrangendo setores como educação, defesa, cultura, saúde e atendimento ao cidadão. A versão de testes do primeiro modelo de linguagem português de código aberto foi concluída em setembro de 2025 e entregue à Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Agora, o momento da apresentação da versão final do Amália está prestes a chegar.

Antes do seu lançamento em Portugal, o modelo de IA Amália já foi apresentado no Brasil, durante o Congresso PROPOR, que se dedica ao processamento computacional da língua portuguesa. Esta apresentação, realizada em abril, foi bem recebida pela comunidade científica lusófona e internacional, segundo fontes oficiais do Ministério da Reforma do Estado.

O projeto do modelo de IA Amália conta com um financiamento total de 5,5 milhões de euros, atribuído pelo Governo no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com um prazo de desenvolvimento de 18 meses. Deste montante, 2,475 milhões foram alocados à Universidade Nova de Lisboa e 1 milhão ao Instituto Superior Técnico. As universidades do Porto, Minho e Coimbra recebem 375 mil euros cada, enquanto 900 mil euros são geridos diretamente pela FCT. Além disso, o projeto beneficia de sinergias oriundas de investimentos já realizados em supercomputadores em território nacional, como o Deucalion e o Mare Nostrum 5.

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É importante notar que o projeto do modelo de IA Amália não prevê uma aplicação “tipo chatbot”, mas sim um desenvolvimento mais abrangente e focado na língua e cultura portuguesa. O consórcio que está a desenvolver este projeto inclui várias universidades, como a Nova FCT, o Instituto Superior Técnico, a Universidade de Coimbra, a Universidade do Minho e a Universidade do Porto, envolvendo mais de 60 investigadores e alunos.

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Fonte: ECO

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