Prazo para limpeza de terrenos termina e proprietários pedem tolerância

O prazo para a limpeza de terrenos, uma medida essencial para a prevenção de incêndios rurais, termina esta terça-feira. Face a esta situação, associações de proprietários apelam à “tolerância” das autoridades antes de procederem a autuações. A Guarda Nacional Republicana (GNR) já deteve 122 pessoas por crimes relacionados com incêndios florestais, um número que revela a gravidade da situação.

De acordo com a GNR, até 28 de junho, foram registados 4.091 incêndios florestais, um aumento significativo em comparação com os 2.921 ocorridos até ao final de maio. Este aumento é ainda mais notável se comparado com o mesmo período do ano passado, que contabilizava apenas 795 ocorrências. O número de detenções também disparou, com 122 detidos em 2023, em comparação com apenas 23 no ano anterior.

Relativamente à área ardida, a GNR estima que cerca de 14.018 hectares tenham sido consumidos pelas chamas, um aumento alarmante face aos 10.501 hectares registados até 30 de maio. O aumento da área ardida e o número de incêndios refletem a necessidade urgente de uma gestão eficaz dos terrenos e da sua limpeza.

A GNR também registou 263 contraordenações relacionadas com queimas e queimadas, uma diminuição em relação ao ano passado, mas que pode ser atribuída ao alargamento do prazo para a limpeza de terrenos. Até agora, a GNR já sinalizou 8.548 terrenos que necessitam de limpeza, um número inferior ao do ano passado, mas que ainda assim representa uma grande responsabilidade para os proprietários.

Luís Damas, presidente da Federação Nacional de Associações de Proprietários Florestais (FNAPF), sublinha que o prazo para a limpeza de terrenos é frequentemente considerado curto, especialmente devido à falta de mão-de-obra e às condições climáticas. Damas pede que as autoridades não autuem imediatamente os proprietários que estão a fazer esforços para cumprir com a limpeza, uma vez que muitos enfrentam dificuldades financeiras que podem ser agravadas por multas.

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O presidente da FNAPF destaca que, apesar das dificuldades, muitos proprietários estão a tomar medidas para limpar os seus terrenos. No entanto, a pressão das autuações pode levar a que alguns não consigam cumprir com as suas obrigações. “O que pedimos é que haja uma abordagem mais pedagógica e que se dê tempo às pessoas para resolverem as suas situações”, afirma Damas.

Além disso, a GNR reforça que o seu objetivo não é multar, mas sim garantir a segurança e a prevenção de incêndios. Com as temperaturas a aumentar, é crucial que os proprietários estejam cientes da importância da limpeza de terrenos e da utilização de maquinaria em períodos de risco.

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limpeza de terrenos Nota: análise relacionada com limpeza de terrenos.

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Fonte: ECO

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