Certificados de aforro aumentam rendimento a partir de julho

Os certificados de aforro vão ver um aumento na sua taxa de juro a partir de julho, passando a render 2,356%. Esta taxa aplica-se tanto aos novos aforradores que subscreverem certificados em julho como àqueles que já os adquiriram nos meses de outubro, janeiro e abril.

Os juros são pagos trimestralmente e calculados mensalmente, com base na média dos valores da Euribor a três meses, observados nos dez dias úteis anteriores ao cálculo. Em junho, a taxa de juro dos certificados de aforro era de 2,215%. Com a nova taxa, aproxima-se do limite de 2,50% estabelecido para a série F, que é a única disponível para subscrição neste momento. Assim, se a média da Euribor a três meses ultrapassar 2,51%, a taxa de juro dos certificados de aforro será fixada em 2,50%.

É importante considerar também os prémios de permanência, que variam entre 0,25% e 1,75%, dependendo do tempo de manutenção do investimento. Para os certificados de aforro da série F, os prémios são os seguintes:

– 2.º ao 5.º ano: 0,25%
– 6.º ao 9.º ano: 0,50%
– 10.º e 11.º ano: 1%
– 12.º e 13.º ano: 1,50%
– 14.º e 15.º ano: 1,75%

Desta forma, os certificados de aforro subscritos em julho do ano passado poderão render 2,606% a partir de julho de 2026. No melhor cenário, os investidores podem alcançar um rendimento total de 4,25% (2,50% + 1,75%).

Para aqueles que ainda possuem certificados da série E, a situação é ainda mais favorável. Embora a série E não esteja mais disponível para novas subscrições, os aforradores que a possuem beneficiarão de uma taxa máxima de 3,50%, com um cálculo que inclui um ponto percentual adicional à média da Euribor. Os prémios de permanência nesta série são mais vantajosos, com 0,5% do 2.º ao 5.º ano e 1% do 6.º ao 10.º ano.

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A recente subida das taxas de juro tem impulsionado o interesse pelos certificados de aforro, especialmente quando comparados com os depósitos a prazo, que atualmente oferecem uma taxa média de apenas 1,44%. Em maio, o stock de certificados de aforro atingiu cerca de 42.447 milhões de euros, um aumento de 756 milhões em relação a abril.

Outro fator que tem contribuído para o aumento do apetite por estes produtos é o aumento do limite de subscrição. Desde abril, o limite para cada aforrador na série F passou de 100 mil para 250 mil euros, enquanto que para aqueles que acumulam certificados das séries F e E, o limite total subiu de 350 mil para 500 mil euros.

Se está a considerar investir em certificados de aforro, pode utilizar o Simulador de Certificados de Aforro do Doutor Finanças para ter uma ideia clara do rendimento potencial do seu investimento. O montante mínimo para a subscrição inicial é de 100 euros, com reforços a partir de 10 euros. Os aforradores podem manter o produto por um máximo de 15 anos, mas têm a opção de levantar o dinheiro após três meses.

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Fonte: Doutor Finanças

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