Aforradores podem investir mais de 5.000 euros no AforroNet

Os aforradores em Portugal têm agora uma nova facilidade ao investir em certificados de aforro através do portal do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. A partir de agora, é possível subscrever montantes superiores a cinco mil euros de uma só vez, o que representa uma mudança significativa para quem pretende investir em dívida pública sem complicações.

Anteriormente, quem desejasse comprar valores elevados em certificados de aforro tinha de dividir o montante em tranches de cinco mil euros ou deslocar-se a uma loja dos CTT. Por exemplo, um aforrador que quisesse investir 20 mil euros era obrigado a realizar quatro operações distintas. Com a nova medida, esta barreira foi eliminada, facilitando o processo de investimento.

O IGCP explica que esta alteração resulta da adoção das referências de Documento Único de Cobrança (DUC), que se inserem no regime de pagamentos ao Estado. Assim, após a conclusão da subscrição, o sistema emite uma referência DUC que pode ser paga através de canais bancários habituais, como caixas automáticas da rede Multibanco, homebanking ou balcão bancário.

No entanto, o IGCP alerta que, apesar da eliminação das barreiras no sistema, os bancos podem ainda ter restrições dependendo do canal de pagamento escolhido. Por isso, recomenda-se que os aforradores confirmem previamente junto do seu banco qual o canal mais adequado para subscrições de maior valor.

Os certificados de aforro têm registado um aumento significativo na sua subscrição desde o início do ano. Em maio, este produto captou cerca de 756 milhões de euros em poupanças das famílias, descontando as amortizações, o que representa o maior crescimento mensal dos últimos três anos. Atualmente, o stock de certificados de aforro atinge cerca de 42.447 milhões de euros.

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Recentemente, também houve alterações nos limites de investimento. Em abril, o valor máximo que cada aforrador pode manter na série F, que é a única atualmente em comercialização, passou de 100 mil para 250 mil euros. Para aqueles que acumulam certificados da série F com a série E, o limite aumentou de 350 mil para 500 mil euros.

Em termos de rentabilidade, os certificados de aforro vão passar a render 2,356% a partir de julho, devido à subida da Euribor a 3 meses, que serve de referência para este produto. Os juros estão, assim, a aproximar-se do limite de 2,50% estabelecido para a série F, ao qual podem ser adicionados prémios de permanência que aumentam do 2º ao 15.º ano.

Para quem ainda possui certificados da série E, a taxa limite de 3,50% também está a ser alcançada, com a taxa atual a situar-se em 3,356%. Tal como na série F, existem prémios de permanência que se aplicam entre o 2º e o 10.º ano, que é o prazo máximo de subscrição desta série.

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Fonte: Doutor Finanças

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