Cristina Fonseca, co-fundadora de empresas tecnológicas como a Talkdesk e Cleverly, é uma figura proeminente no mundo do investimento em startups em Portugal. Atualmente, na Indico, uma firma de capital de risco, Fonseca procura oportunidades para investir e multiplicar valor em startups, tanto nacionais como internacionais. Recentemente, foi distinguida com o prémio Rising Star na primeira edição dos Prémios ECO/Cimpor, um reconhecimento do impacto do seu trabalho no ecossistema empreendedor.
A investidora destaca que o ambiente competitivo atual exige mais do que apenas uma boa ideia. “Fazer uma coisa que é apenas ‘ok’ já não chega”, afirma. O crescimento acelerado da tecnologia trouxe novos desafios, e a execução, o talento da equipa e a liderança são cruciais para o sucesso das empresas. A sua experiência na Indico, onde analisa milhares de propostas para selecionar as melhores, revela a complexidade do trabalho de um investidor. “Para ter 60 empresas no portfólio, analisamos cerca de 6 mil”, explica.
A maternidade também teve um impacto significativo na sua abordagem ao trabalho e à gestão do tempo. Fonseca admite que, desde que se tornou mãe, aprendeu a priorizar e a focar-se no que realmente importa. “Fazemos uma coisa de cada vez e aceitamos que as outras 49 estão à espera”, diz. Esta nova perspectiva permite-lhe ter um melhor filtro na escolha de projetos e na execução das suas tarefas.
No entanto, a sua visão sobre o empreendedorismo em Portugal é clara: ainda há um longo caminho a percorrer. Apesar de notar um aumento na ambição entre os empreendedores portugueses, acredita que o país ainda carece de empresas de alta qualidade. “Não vemos uma segunda geração de empreendedores a surgir a partir dos unicórnios”, lamenta. Para Fonseca, a falta de exposição a problemas desafiadores e diferenciadores limita o potencial das startups em Portugal.
Cristina Fonseca também destaca a importância da cultura na ambição empresarial. Em países mais ricos, as pessoas têm mais facilidade em arriscar e investir em novas ideias, algo que nem sempre é viável em Portugal. “Para criar boas empresas, precisamos de talento, boas ideias e capital”, salienta. A sua visão é que o ecossistema empreendedor português está a evoluir, mas ainda enfrenta desafios significativos.
A diversidade na comunidade empreendedora tem vindo a aumentar, mas Fonseca acredita que a ambição deve ser alimentada por um ambiente que favoreça a inovação e a resolução de problemas complexos. “O mundo é muito mais competitivo, e as ideias precisam de ser verdadeiramente diferenciadoras para se destacarem”, conclui.
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Cristina Fonseca Cristina Fonseca Cristina Fonseca Nota: análise relacionada com Cristina Fonseca.
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Fonte: ECO





