Um dos helicópteros destinados ao combate a incêndios rurais em Portugal só estará disponível a partir de 16 de julho. A aeronave, identificada como B3, é operada pela Heliportugal e faz parte dos 78 meios aéreos do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR). Segundo a Força Aérea Portuguesa, a aeronave encontra-se atualmente em manutenção.
Atualmente, o DECIR conta com 78 meios aéreos, incluindo quatro helicópteros da Força Aérea, dois UH-60 Black Hawk e dois AW119 Koala. A Força Aérea confirmou que 77 destes meios estão prontos para operar, com a exceção do helicóptero B3, que deverá estar operacional a partir de 16 de julho, de acordo com a previsão da Heliportugal.
O ministro da Defesa, Nuno Melo, anunciou que, pela primeira vez, helicópteros da Força Aérea estarão envolvidos no combate a incêndios. A estratégia inclui o uso de aeronaves P-3 Orion e Capri C-295 para deteção precoce de incêndios, além da aquisição de kits de incêndio para aeronaves C-130, que estarão operacionais em 2027. Também estão em produção bombardeiros pesados Canadair, com a chegada do primeiro prevista para 2029.
Além disso, a Força Aérea está a utilizar dois helicópteros AW119 Koala e dois UH-60 Black Hawk para missões de reconhecimento e combate direto às chamas. O envolvimento das Forças Armadas no DECIR inclui ainda patrulhas terrestres e sistemas aéreos não tripulados, reforçando a vigilância e a coordenação das operações.
Para apoiar as operações de rescaldo, as Forças Armadas mantêm um pelotão em pré-posicionamento e destacamentos de engenharia prontos para intervir quando necessário. Desde abril, as Forças Armadas integram o Comando Integrado de Prevenção e Operações, tendo já recuperado mais de 850 quilómetros de caminhos florestais em várias zonas afetadas por intempéries.
No que diz respeito ao financiamento dos meios aéreos para combate a incêndios, a Força Aérea abriu um concurso público no último trimestre do ano passado, com um valor base de 29,3 milhões de euros. Este concurso visa a aquisição e locação de helicópteros e aviões para o DECIR entre 2026 e 2028. A Helibravo venceu um dos lotes, enquanto os restantes foram atribuídos à CCB Serviços Aéreos.
O financiamento dos contratos será assegurado pelo Orçamento do Estado, conforme estipulado nas cláusulas contratuais. O investimento em meios aéreos é crucial para garantir a eficácia no combate a incêndios, especialmente em épocas de maior risco.
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Fonte: ECO





