Projeto ORIGIN acelera produção sustentável de ingredientes naturais

Um consórcio europeu liderado pela empresa portuguesa SilicoLife está a dar início a um projeto inovador que visa acelerar a produção sustentável de ingredientes naturais. Com um financiamento de 5,5 milhões de euros do programa Horizonte Europa, o projeto ORIGIN (Optimized Routing and Industrial Generation of Ingredients from Nature) pretende reduzir o tempo de desenvolvimento de novos ingredientes de vários anos para apenas dois ou três anos, utilizando inteligência artificial (IA) e biotecnologia.

Atualmente, muitos compostos naturais são obtidos através da colheita de plantas como a Rhodiola rosea, o Panax ginseng e o Ginkgo biloba. No entanto, essa prática pode comprometer a biodiversidade, resultar em matérias-primas de qualidade variável e aumentar o risco de adulteração dos produtos. A solução proposta pelo projeto ORIGIN é a fermentação de precisão, que utiliza microrganismos em biorreatores para produzir essas moléculas de forma mais sustentável. Apesar disso, os processos de desenvolvimento ainda são morosos, o que torna este projeto ainda mais relevante.

Paulo Maia, coordenador do projeto e diretor de Inovação da SilicoLife, destacou que a iniciativa não se limita a criar melhores moléculas, mas sim a construir capacidade tecnológica e liderança industrial na Europa. “O ORIGIN é uma oportunidade para reforçar a competitividade europeia através da integração de IA, biotecnologia, fermentação e sustentabilidade numa plataforma comum”, afirmou.

O projeto inclui várias atividades, como a identificação de novas enzimas microbianas a partir de uma vasta base de dados genómica com mais de 10 mil milhões de sequências. Além disso, pretende otimizar as vias de produção utilizando IA e validar essas soluções em diferentes microrganismos industriais.

A Universidade NOVA de Lisboa é um dos parceiros do consórcio, participando com três grupos de investigação do ITQB Nova. Isabel Rocha, vice-reitora da universidade e investigadora principal, sublinhou que esta colaboração representa uma oportunidade para desenvolver ferramentas avançadas e biotecnologia de ponta, com um impacto significativo nas áreas científica, social e económica.

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O consórcio ORIGIN é composto por sete parceiros de seis países, incluindo a SilicoLife e a Universidade NOVA de Lisboa, a Universidade Técnica da Dinamarca, o CSIC em Espanha, a BaseCamp Research no Reino Unido, a EPFL na Suíça e a dsm-firmenich nos Países Baixos. Este projeto é um passo importante para a promoção da produção sustentável na Europa, alinhando-se com as tendências globais de sustentabilidade e inovação.

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Fonte: Sapo

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