A importância da imprensa regional para a democracia em Portugal

O Presidente da República, António José Seguro, destacou recentemente a importância da imprensa regional, afirmando que esta é um pilar fundamental da democracia em Portugal. Durante a gala que comemorou o centenário do jornal Correio do Minho, em Braga, Seguro sublinhou que a imprensa regional não é apenas um meio de comunicação, mas sim um agente de desenvolvimento das comunidades locais.

“É através da imprensa regional que os cidadãos têm acesso às decisões locais, conhecem os problemas da sua região e participam de forma mais informada na vida pública”, afirmou o chefe de Estado. Ele realçou ainda que a imprensa regional desempenha um papel crucial na fiscalização do poder, promovendo a transparência e dando voz a quem muitas vezes não encontra espaço nos grandes meios de comunicação. Além disso, a imprensa regional valoriza a identidade, a cultura e os projetos locais, contribuindo significativamente para o desenvolvimento económico e social das regiões.

Num contexto marcado pela desinformação e pela rapidez das redes sociais, António José Seguro defendeu que o jornalismo regional continua a ser uma referência de proximidade e credibilidade. “Defender a imprensa regional é defender uma democracia mais forte e comunidades mais informadas e participativas”, vincou.

Seguro partilhou também a sua experiência pessoal, revelando que foi um dos fundadores e o primeiro diretor de um jornal local quando era mais jovem. “Adorei a experiência, mas hoje enfrentaria desafios significativos para garantir a sustentabilidade de um jornal regional”, disse, referindo que o Correio do Minho tem cerca de 80 mil leitores.

O chefe de Estado elogiou o percurso do Correio do Minho, que se adaptou às novas realidades do mercado, com edições impressas e online, além de uma estratégia de aproximação à Galiza. No entanto, Seguro alertou para a incerteza que paira sobre o setor, devido à digitalização e à concorrência das plataformas globais, assim como aos desafios impostos pela inteligência artificial, que pode afetar o consumo de notícias.

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“É um alerta para os gestores dos órgãos de comunicação e para as entidades públicas sobre os efeitos negativos que este fenómeno pode gerar”, frisou. Segundo Seguro, a diversidade de vozes na comunicação está em risco, sendo substituída por um ruído polarizador que pode comprometer o jornalismo de proximidade, essencial para as culturas locais e regionais.

Leia também: O impacto da digitalização na comunicação local.

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Fonte: ECO

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