Banco de Portugal alerta sobre a Go Bravo e suspeitas de burla

O Banco de Portugal emitiu um alerta sobre a Go Bravo Portugal Unipessoal, Lda., informando que a empresa não está autorizada a prestar serviços financeiros em Portugal. No comunicado, datado de 22 de junho, o supervisor financeiro esclarece que a Go Bravo não pode desenvolver atividades reservadas a instituições sob a sua supervisão, incluindo serviços de pagamento e envio de fundos. A empresa, liderada por Carlos Alvarez Cano, tem sido alvo de várias queixas por parte de clientes que a acusam de burla.

A situação da Go Bravo ganhou destaque após uma investigação da jornalista Ana Leal, publicada na revista Sábado e no canal Now. A reportagem revela que muitos clientes entregaram dinheiro à empresa, mas este ficou retido durante meses, sem que os credores fossem contactados. Além disso, algumas famílias que procuraram ajuda antes de entrarem em incumprimento acabaram com os seus salários penhorados.

O alerta do Banco de Portugal apanhou o mercado de surpresa, especialmente após a Go Bravo ter anunciado, em março, a obtenção de uma linha de financiamento de 200 milhões de euros junto de fundos geridos pela Fortress Investment Group. Este financiamento visava acelerar a operação de crédito da empresa e expandir a sua presença em Portugal e Espanha. Na altura, Carlos Alvarez afirmou que o financiamento era um marco fundamental para a empresa, permitindo-lhe desenvolver soluções inovadoras para ajudar os clientes a recuperar a sua estabilidade financeira.

A Go Bravo apresentava-se como uma solução tecnológica integrada para a liquidação de dívidas, prometendo ajudar os clientes a reduzir até 50% das suas dívidas. Contudo, as recentes acusações levantam sérias dúvidas sobre a eficácia e a legalidade dos seus serviços. O Banco de Portugal, questionado sobre possíveis investigações, optou por não comentar a situação.

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A empresa, que se posiciona como líder no setor de consultoria financeira e gestão de dívida, já tinha afirmado que ajudou a liquidar mais de 500 mil dívidas desde a sua fundação em 2009. No entanto, as alegações de burla e a falta de autorização para operar em Portugal colocam em risco a sua reputação e a confiança dos clientes.

É fundamental que os consumidores estejam atentos a estas situações e verifiquem sempre a legalidade das empresas com as quais pretendem trabalhar. A Go Bravo, apesar de ter atraído investimento significativo, pode estar a operar fora da lei, o que pode resultar em consequências graves para os seus clientes.

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Fonte: Sapo

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