Gondomar: Autárquicas 2025 entre PS dividido e PSD em busca de poder

As eleições autárquicas de 2025 em Gondomar prometem ser um verdadeiro campo de batalha entre o Partido Socialista (PS), que enfrenta divisões internas, e o Partido Social Democrata (PSD), que procura recuperar o poder perdido há duas décadas. O concelho, conhecido pela sua tradição na filigrana, foi governado por Valentim Loureiro durante cinco mandatos, até 2013, quando a liderança passou para o PS sob Marco Martins. No entanto, a saída deste para liderar os Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) em fevereiro levantou dúvidas sobre a continuidade do poder socialista.

A campanha eleitoral está a aquecer, com o PS a apostar no atual autarca, Luís Filipe Araújo, enquanto o PSD, em coligação com os liberais, apresenta Emídio Guerreiro como candidato. Este último, ex-secretário de Estado do Desporto, tem como número dois na lista o famoso jogador de futsal Ricardinho, que se propõe a assumir a vereação do Desporto. Emídio Guerreiro critica a gestão socialista dos últimos 12 anos, afirmando que Gondomar é um dos concelhos menos desenvolvidos da Área Metropolitana do Porto, apesar do seu grande orçamento.

A coligação PSD/IL, sob a liderança de Emídio Guerreiro, promete trazer um novo ciclo de investimento e desenvolvimento ao concelho. A presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, Germana Rocha, expressou a determinação do partido em reconquistar a Câmara e tirar Gondomar do marasmo que atravessa. A coligação apresenta-se como uma alternativa credível, com soluções para os desafios da habitação, apoio a famílias e empresas, e dinamização da economia local.

Além de Araújo e Guerreiro, outros candidatos incluem Carlos Brás, ex-deputado do PS que se apresenta como independente, e representantes de outros partidos como a CDU, Bloco de Esquerda e Chega. A disputa é acirrada, especialmente com a crescente popularidade do Chega, que promete realizar uma auditoria às contas do município se vencer.

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A tensão entre o ex-autarca Marco Martins e o atual presidente Luís Filipe Araújo tem marcado a política local. Martins, que suspendeu o seu mandato em vez de renunciar, critica a gestão do seu sucessor e acusa-o de marginalizar pessoas e travar projetos. A relação entre os dois deteriorou-se a tal ponto que Martins anunciou a sua saída do PS, desencadeando uma série de desavenças.

Com a data das eleições a aproximar-se, a grande questão é se o PS conseguirá manter o seu legado de 12 anos ou se o PSD, em coligação com os liberais, conseguirá conquistar a Câmara. Os eleitores de Gondomar terão a palavra no dia 12 de outubro.

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Fonte: ECO

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