Rússia abate 178 drones ucranianos e intensifica ataques aéreos

As defesas aéreas russas anunciaram a neutralização de 178 drones ucranianos durante a noite, abrangendo várias regiões da Rússia, incluindo a Crimeia e os mares Negro e de Azov. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou que os drones, considerados de longo alcance, foram abatidos em áreas como Bryansk, Kaluga, Rostov, Smolensk, Tver, Adiguésia, região de Moscovo, Krasnodar e na península da Crimeia.

Apesar do grande número de drones ucranianos abatidos, não foram reportados danos em infraestruturas críticas russas, que são frequentemente os alvos dos ataques ucranianos. O objetivo de Kiev é desestabilizar a máquina de guerra russa através de ataques a retaguarda. No entanto, a situação em solo ucraniano também é crítica. O Presidente Volodymyr Zelensky denunciou novos ataques que atingiram infraestruturas civis em várias regiões, incluindo Odessa, Sumy, Kharkiv e Chernihiv, antes mesmo do alerta aéreo ser acionado.

As autoridades ucranianas reportaram que pelo menos 11 pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas devido a esta nova onda de ataques, que visaram edifícios residenciais e comerciais. Além disso, um ataque anterior na região de Zaporizhzhia resultou em um morto e 29 feridos, incluindo outro menor. Zelensky afirmou que a Rússia lançou mais de 120 drones e 12 mísseis, sendo que seis destes eram mísseis balísticos que conseguiram ultrapassar as defesas ucranianas. O presidente ucraniano reiterou a urgência em assinar acordos para a fabricação de sistemas de defesa aérea Patriot, uma solicitação que tem feito há vários meses.

Os ataques aéreos da Rússia foram confirmados pelo próprio Ministério da Defesa, que indicou que as Forças Armadas russas realizaram múltiplos ataques com armamento de precisão, tanto por terra como por ar. Os alvos incluíram instalações do complexo militar-industrial ucraniano em Kiev, que se dedicam à produção e armazenamento de drones de longo e médio alcance.

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Além disso, o Kremlin informou que também foram atacadas infraestruturas portuárias em Odessa, Chornomorsk e Izmail, que são vitais para o transporte de carga militar e combustível. O ataque a estas instalações é visto como uma tentativa de cortar as linhas de abastecimento do exército ucraniano. Em Kiev, empresas ligadas à produção de drones, como a Aerodron e a Fanplit, foram alvo de bombardeamentos, levantando questões sobre a dualidade das suas operações, uma vez que a Fanplit se apresentava como uma produtora civil de mobiliário.

O conflito continua a escalar, com ambos os lados a intensificarem os seus ataques. Leia também: “O impacto da guerra na economia ucraniana”.

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Fonte: ECO

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