A BlackRock, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, delineou as suas principais apostas para os próximos cinco anos, destacando a inteligência artificial (IA), as infraestruturas e o crédito privado como áreas de grande potencial. Estas convicções refletem uma visão estratégica que abrange tanto o curto como o longo prazo, com foco em oportunidades de investimento sustentáveis.
Para um horizonte de seis a doze meses, a BlackRock aponta que as empresas que se beneficiam da inteligência artificial devem ser priorizadas. A gestora acredita que a infraestrutura e os equipamentos que suportam a expansão da IA, como semicondutores e centros de dados, terão um desempenho positivo, independentemente dos vencedores e vencidos no campo da IA. “Prevemos que o crescimento da IA irá impulsionar os lucros das empresas nos Estados Unidos, sustentando a nossa posição de sobreponderação em ações americanas”, afirma a BlackRock.
Além disso, a gestora mostra-se otimista em relação à dívida dos mercados emergentes, especialmente em moeda forte. A BlackRock destaca a resiliência económica e as políticas fiscais rigorosas destes mercados como fatores que justificam a sua preferência. “Estamos com uma posição acima da média em ações de mercados emergentes, com foco em exportadores de matérias-primas e beneficiários de investimentos em infraestruturas”, acrescenta.
A BlackRock também recomenda a busca por diversificadores alternativos para os portfólios de investimento. “Sugerimos que se explorem oportunidades temáticas relacionadas com a expansão da IA e a segurança energética”, sublinha a gestora, que alerta que os títulos do Tesouro americano de longo prazo já não oferecem a proteção desejada contra quedas do mercado.
Para um horizonte de cinco anos, a BlackRock propõe uma abordagem baseada em cenários, analisando mercados privados e fundos de cobertura em busca de retornos únicos. A gestora destaca a importância de participar nos setores de infraestruturas e crédito privado, considerando as avaliações de ações de infraestruturas atrativas, especialmente em um contexto de fragmentação geopolítica e crescimento da IA.
A BlackRock também defende uma análise minuciosa dos mercados, mantendo uma posição abaixo da média em títulos do governo dos mercados desenvolvidos, devido à pressão inflacionista crescente. “Investimos em ações de mercados emergentes e desenvolvidos, sendo seletivos em ambas as regiões, com foco nas que são impulsionadas pela aceleração da implementação da inteligência artificial”, conclui.
Além das suas apostas de investimento, a BlackRock identifica cinco megaforças que moldarão o futuro dos investimentos. A divergência demográfica entre economias avançadas e mercados emergentes, a disrupção digital e a IA, a fragmentação geopolítica, a evolução das finanças e a transição para uma economia de baixo carbono são fatores que terão um impacto significativo nas oportunidades e riscos para os investidores.
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Fonte: Sapo





