Tribunal dos EUA dá razão a José Neves em caso da Farfetch

Um tribunal federal dos Estados Unidos decidiu a favor de José Neves, antigo acionista da Farfetch, num processo movido por um grupo de investidores que alegavam ter sido enganados por informações falsas da empresa. A decisão foi anunciada pelo juiz Edgardo Ramos, do tribunal distrital do sul de Nova Iorque, que considerou que as acusações contra Neves e outros ex-executivos da Farfetch não tinham fundamento.

Na nota enviada à Lusa, foi confirmado que o juiz determinou o encerramento da acusação na fase de instrução, o que significa que o caso não seguirá para julgamento. Esta decisão foi vista como um triunfo para a Farfetch e os seus ex-executivos, que enfrentavam alegações de que teriam prejudicado os investidores ao não fornecer informações corretas sobre a situação financeira da empresa.

Os investidores alegavam que a Farfetch, que arrecadou mais de mil milhões de dólares na sua oferta pública inicial em 2018, tinha uma avaliação de oito mil milhões de dólares, apesar de nunca ter gerado lucros. A partir de fevereiro de 2022, após a recuperação da pandemia de Covid-19, a empresa foi acusada de enganar os investidores sobre a desaceleração do seu crescimento e sobre parcerias com marcas como a Reebok.

Contudo, o tribunal considerou que os investidores não conseguiram apresentar provas claras de que a Farfetch e os seus executivos teriam deturpado a realidade da empresa. O juiz Ramos criticou a argumentação apresentada, afirmando que os investidores não especificaram as alegadas declarações falsas e não conseguiram demonstrar que as informações fornecidas eram, de facto, enganosas.

A decisão do tribunal é um marco importante para José Neves e para a Farfetch, especialmente num momento em que a empresa enfrenta desafios no mercado. As divulgações financeiras da Farfetch no segundo semestre de 2023 levaram a uma queda significativa nas suas ações, o que aumentou a pressão sobre a empresa e os seus executivos.

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Com esta decisão, José Neves vê a sua posição reforçada, afastando as acusações que poderiam ter consequências graves para a sua reputação e para a própria Farfetch. A empresa, que se destacou no comércio eletrónico de artigos de luxo, agora pode concentrar-se em recuperar a sua imagem e a confiança dos investidores.

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Fonte: Sapo

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