A próxima revolução será a IA física, afirma Arlindo Oliveira

Arlindo Oliveira, presidente do INESC, destacou na Conferência .IA, realizada em Lisboa, que a próxima grande revolução tecnológica poderá ser a IA física. Segundo ele, enquanto os Estados Unidos dominam a inteligência artificial generativa, a China lidera o desenvolvimento de robôs que interagem com os humanos, o que pode ser um sinal do futuro.

Oliveira descreveu a IA física como uma nova era em que robôs poderão ser vistos a desempenhar diversas funções nas ruas e nas fábricas. “Estes não são apenas robôs industriais, mas máquinas que se relacionam com as pessoas, como os que já estão a servir cafés ou a limpar as ruas na China”, afirmou. No entanto, ele sublinhou que é difícil prever quando essa revolução se concretizará, afirmando: “Não sabemos se isso vai acontecer em cinco, dez ou trinta anos.”

A Europa, que atualmente se encontra atrás dos EUA e da China neste campo, tem a oportunidade de se posicionar na área da robótica. Oliveira acredita que a Europa possui vantagens competitivas significativas e que tem sido um centro importante de investigação em robótica. “A Europa pode apostar nisso e explorar as suas capacidades”, sugeriu.

O presidente do INESC também comentou que, enquanto a Europa tenta competir com gigantes como a OpenAI, talvez seja mais sensato focar em áreas onde pode realmente fazer a diferença, como a robótica. “Se concorrermos com a Tesla ou a SpaceX, talvez não estejam assim tão à frente”, disse.

Oliveira também abordou as vantagens da China, como a sua população e energia acessível, mas destacou o “planeamento centralizado” como um dos principais fatores que impulsionam o avanço da robótica naquele país. Ele referiu que a China já definiu a IA como o motor da economia do futuro, o que evidencia uma visão clara e estratégica.

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Na Europa, Oliveira defendeu a necessidade de uma autonomia estratégica, especialmente em áreas críticas como os centros de dados. “Não podemos estar dependentes de centros de dados estrangeiros, especialmente quando são geridos por multinacionais americanas”, alertou.

Por fim, Oliveira expressou preocupações sobre o impacto da IA na inteligência humana. “Temo que o uso crescente da inteligência artificial possa levar a um declínio cognitivo”, afirmou, enfatizando a importância de um sistema educativo que se adapte a essas novas realidades. Ele defendeu ainda o investimento em modelos de IA portugueses, como o Amália, considerando que o conhecimento acumulado em Portugal é um ativo valioso.

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IA física IA física IA física Nota: análise relacionada com IA física.

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Fonte: ECO

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