Os novos Certificados do Tesouro, lançados em julho, surgem como uma alternativa de baixo risco para os portugueses que desejam aplicar as suas poupanças. Com esta nova oferta, o Governo pretende competir com os populares Certificados de Aforro, oferecendo aos aforradores mais opções.
Embora ambos os produtos sejam emitidos pelo Estado, as suas características diferem significativamente, o que pode dificultar a escolha entre eles. No entanto, é inegável que os Certificados do Tesouro apresentam condições mais vantajosas em comparação com os seus antecessores.
Os Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV) foram descontinuados devido ao baixo volume de subscrições, que atualmente se cifra em 6,7 mil milhões de euros, cerca de metade do que era há três anos. Em contrapartida, os Certificados de Aforro acumulam mais de 42 mil milhões de euros. Para reverter esta tendência, o Governo lançou os Certificados do Tesouro série 5 (CTS5), disponíveis para subscrição.
Ao subscrever qualquer um destes produtos, o investidor empresta dinheiro ao Estado, o que implica um risco semelhante. Ambos os produtos têm locais de subscrição iguais e oferecem taxas de remuneração crescentes, que incentivam os investimentos a longo prazo. A fiscalidade é também idêntica, com uma taxa liberatória de 28%.
As principais diferenças entre os Certificados do Tesouro e os Certificados de Aforro são fundamentais para a decisão de investimento. A remuneração é um dos fatores mais relevantes. Os Certificados do Tesouro oferecem juros que começam em 2,35% e podem chegar a 3,35% no décimo ano, resultando numa remuneração média anual de 2,71%. Por outro lado, os Certificados de Aforro têm uma taxa base que varia mensalmente, com um prémio de permanência que pode aumentar ao longo do tempo.
Em termos de prazos, os Certificados do Tesouro têm um horizonte de 10 anos, enquanto os Certificados de Aforro se estendem até 15 anos. A periodicidade de pagamento também difere: os primeiros pagam juros anualmente, enquanto os segundos o fazem trimestralmente.
O montante mínimo para investir nos Certificados do Tesouro é de mil euros, enquanto os Certificados de Aforro permitem investimentos a partir de 10 euros. A liquidez é outra questão a considerar, uma vez que o capital dos Certificados do Tesouro só pode ser resgatado um ano após a subscrição, enquanto nos Certificados de Aforro é possível resgatar após três meses.
A capitalização dos juros é uma diferença crucial: os Certificados do Tesouro pagam a remuneração anualmente, enquanto os Certificados de Aforro capitalizam os juros, aumentando o montante investido.
Para avaliar qual é a melhor opção, é importante considerar os objetivos do investidor. Se procura previsibilidade e um rendimento periódico, os Certificados do Tesouro podem ser a escolha ideal. Por outro lado, se está disposto a correr riscos para beneficiar de uma eventual subida das taxas de juro, os Certificados de Aforro podem ser mais adequados.
Ambos os produtos oferecem retornos mais atrativos do que os depósitos a prazo, mas ainda assim, os juros podem não ser suficientes para superar a inflação.
Leia também: Como escolher o melhor investimento para o seu perfil.
Leia também: Crescimento da reciclagem de embalagens em Portugal é de apenas 1%
Fonte: Doutor Finanças




