Montenegro defende que Portugal deve arriscar na inovação

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que o Governo continuará a “arriscar”, mesmo que em algumas situações as coisas possam não correr como esperado. Durante o 1.º Encontro Ciência e Inovação 2026, realizado no Centro de Congressos de Lisboa, Montenegro defendeu que “o país tem de perder o medo de falhar”.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro usou a ciência como uma metáfora para a abordagem que considera essencial para o futuro de Portugal. “Investigar é arriscar. O país tem de ousar. Inovar é ousar. O país tem de perder o medo de falhar, porque só quem não tem medo de falhar é que consegue acertar verdadeiramente”, sublinhou.

Embora não tenha abordado diretamente os problemas relacionados com a correção digital dos exames do ensino secundário, Montenegro enfatizou que, tal como na ciência, na política também é normal que não haja consenso total. “Não vou dizer que procuramos na política a validação científica daquilo que decidimos, mas procuramos sempre que as nossas decisões sejam as mais adequadas e sustentadas na realidade”, afirmou.

O primeiro-ministro reiterou a importância de arriscar, mesmo que isso signifique enfrentar desafios. “Não nos importamos de arriscar. Mesmo que aqui ou ali as coisas possam correr menos bem, nós vamos arriscar na mesma. Até por uma razão moral, porque se incitamos a sociedade a fazê-lo, temos de ser os primeiros a dar o exemplo”, disse.

Montenegro também respondeu às críticas que consideram a valorização da administração pública como uma estratégia eleitoralista. “O nosso investimento na administração pública é um investimento no serviço prestado ao cidadão, à empresa e à sociedade”, afirmou, desmentindo a ideia de que esta valorização é apenas um benefício para quem está próximo do poder.

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À entrada do evento, o primeiro-ministro foi abordado por um grupo de investigadores que se manifestava pela erradicação da precariedade na ciência. Embora a comunicação social não tenha podido acompanhar a conversa, foi possível ouvir que os investigadores expressaram preocupações sobre o financiamento orçamental para a ciência e a situação de bolseiros que se encontram em condições precárias há duas décadas. Ao sair, Montenegro não fez declarações aos jornalistas.

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Fonte: Sapo

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