Ativistas da flotilha detidos em Israel transferidos para prisão

A situação dos ativistas da Flotilha Global Sumud tornou-se mais crítica, uma vez que os 473 tripulantes detidos pelas forças navais israelitas foram transferidos para uma prisão no deserto de Negev, no sul de Israel. Loubna Yuma, advogada da Adalah, a equipa jurídica que apoia a flotilha, confirmou à agência de notícias EFE que os ativistas estão agora na prisão de Saharonim, de onde deverão ser deportados para os seus países de origem.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, anunciou que o Governo israelita planeia repatriar todos os tripulantes da flotilha através de uma única medida de expulsão forçada. Tajani revelou que a deportação deverá ocorrer em dois voos fretados, um na segunda-feira, 6 de outubro, e outro na terça-feira, 7 de outubro, com destino a Londres e Madrid.

Entre os detidos, encontram-se 46 italianos, incluindo quatro deputados e três jornalistas, que, segundo fontes diplomáticas, estão em boas condições. Os quatro deputados já foram transferidos para o aeroporto de Telavive, onde embarcarão num voo regular para Roma. Após a conclusão dos procedimentos de identificação, os restantes ativistas serão levados de autocarro para o centro de detenção de Ketziot, também no sul de Israel, onde terão direito a visitas consulares.

Mais de 400 militantes pró-palestinianos, a bordo de 41 navios, foram detidos pelas forças navais israelitas durante uma operação que durou cerca de 12 horas. Um responsável israelita explicou que a marinha conseguiu impedir uma tentativa de violação do bloqueio marítimo sobre a Faixa de Gaza. Entre os detidos estão quatro portugueses: a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e os ativistas Miguel Duarte e Diogo Chaves.

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O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, expressou a esperança de que os cidadãos portugueses possam regressar ao país sem incidentes, sublinhando que a mensagem da flotilha humanitária foi transmitida. Além dos portugueses, também foram detidos 30 espanhóis, 21 turcos, 12 malaios, 11 tunisinos, 15 brasileiros e 10 franceses, assim como cidadãos dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, México e Colômbia.

Os organizadores da flotilha denunciaram a falta de informação sobre o paradeiro de 443 participantes da missão humanitária. O último barco da flotilha, o ‘Marinette’, continuava a navegar e estava a cerca de 100 quilómetros da costa da Faixa de Gaza, segundo a geolocalização partilhada no portal da flotilha.

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Fonte: ECO

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