O Porto está a dar um passo significativo em direção a uma mobilidade sustentável com a implementação de um ambicioso plano que inclui o enterramento de três troços da Via de Cintura Interna (VCI) e a introdução de um sistema de bicicletas partilhadas. Este projeto, que será desenvolvido ao longo da próxima década, visa transformar a forma como os cidadãos se deslocam na cidade, priorizando o transporte público e modos de mobilidade mais suaves.
O novo plano, que começou a ser elaborado pela consultora Otimização e Planeamento dos Transportes (OPT) durante o mandato de Rui Moreira, foi apresentado pelo atual presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte. Este plano representa, segundo Duarte, “um momento de viragem no paradigma de mobilidade da cidade”, que procura retirar o protagonismo ao automóvel e promover alternativas mais sustentáveis.
Entre as principais medidas do plano está a construção de um novo interface intermodal junto ao Hospital de São João, que incluirá o enterramento da linha amarela do Metro do Porto. Além disso, está prevista a expansão das faixas bus em mais 11,5 quilómetros, com a expectativa de que seis destes quilómetros sejam implementados ainda este ano.
Pedro Duarte reconhece que ainda há um longo caminho a percorrer para “privilegiar o transporte público e devolver a rua às pessoas”, mas manifesta otimismo quanto à aceitação deste plano. Uma das iniciativas que já está em vigor é a gratuitidade dos transportes públicos na Área Metropolitana do Porto para os residentes, que entrou em vigor a 10 de julho. Desde então, cerca de 30 mil pessoas já aderiram ao Passe Metropolitano Gratuito.
O sistema de bicicletas partilhadas, que contará com 56 estações ao longo da rede ciclável, é outra das ações que visa promover a mobilidade sustentável. O município está a preparar um plano para a rede ciclável, que será apresentado em breve, com o objetivo de incentivar ainda mais o uso das bicicletas na cidade.
Além disso, o plano inclui a cobertura da VCI em troços específicos, como Faria Guimarães e Antas, permitindo a criação de espaços verdes e equipamentos desportivos, ao mesmo tempo que mantém a VCI como uma via estruturante. Também está prevista a construção de pontes pedonais e cicláveis, bem como a redução do limite de velocidade para 30 km/h em várias áreas da cidade, começando pela Avenida da Boavista.
O plano de mobilidade sustentável do Porto também contempla a expansão da rede do Metro do Porto e a reativação de ligações fluviais entre o Porto e Vila Nova de Gaia, que será uma alternativa ao transporte rodoviário. A partir de setembro, o plano estará em consulta pública para recolher contributos da população, com a expectativa de ser aprovado até ao final do ano.
Este conjunto de iniciativas visa tornar o transporte público mais atrativo e reduzir a dependência do automóvel, promovendo uma cidade mais sustentável e acessível para todos. Leia também: “Os benefícios da mobilidade sustentável nas cidades”.
mobilidade sustentável Nota: análise relacionada com mobilidade sustentável.
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Fonte: ECO





