Bolsas europeias mistas: PSI em queda por EDP e BCP

As principais bolsas europeias encerraram a sessão de quinta-feira com um desempenho misto, refletindo a cautela dos investidores. Esta hesitação surge no contexto do início da época de resultados das grandes tecnológicas norte-americanas e das tensões geopolíticas persistentes no Médio Oriente. Embora alguns índices tenham conseguido recuperar durante a tarde, a preferência dos investidores manteve-se em setores considerados mais defensivos.

Em Lisboa, o índice PSI registou uma queda de 0,52%, fixando-se nos 9.037,45 pontos. Este representa a terceira sessão consecutiva de perdas para o índice nacional. Das 16 empresas que compõem o PSI, nove terminaram o dia em terreno negativo. A pressão sobre o índice foi particularmente forte devido ao desempenho das empresas do grupo EDP. A EDP Renováveis viu as suas ações descerem 1,49%, para 13,84 euros, enquanto a EDP recuou 1,31%, fixando-se em 4,521 euros. O BCP também contribuiu para a desvalorização do PSI, com uma queda de 0,86%, para 1,0375 euros.

Entre os outros pesos pesados do mercado, a Galp registou uma descida de 0,76%, fixando-se em 18,82 euros, e a Sonae caiu 0,72%, para 2,075 euros. Por outro lado, a Jerónimo Martins destacou-se ao liderar os ganhos da sessão, com uma valorização de 1,66%, atingindo 16,49 euros.

No que diz respeito às restantes praças europeias, o FTSE 100 de Londres destacou-se ao subir 0,54%, para 10.572,24 pontos, impulsionado por ganhos em títulos defensivos. O DAX de Frankfurt, por sua vez, caiu 0,34%, para 24.915,49 pontos, enquanto o CAC 40 de Paris perdeu 0,06%, fixando-se em 8.377,86 pontos. O FTSE MIB de Milão deslizou 0,07%, para 52.373,96 pontos, e o IBEX 35 de Madrid fechou em alta de 0,15%, atingindo 19.304,1 pontos. O índice europeu Stoxx 600 registou uma ligeira subida de 0,16%.

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De acordo com os analistas da MTrader, as bolsas europeias “ganharam alguma tração durante a tarde”, permitindo que alguns índices terminassem em terreno positivo. No entanto, a preferência por setores defensivos continua a ser uma tendência, numa fase em que os investidores aguardam com grande expectativa a divulgação dos resultados das grandes empresas tecnológicas dos Estados Unidos.

Em termos macroeconómicos, foi revelado que a balança comercial externa de bens da zona euro registou, em maio, um défice de 7,8 mil milhões de euros, em contraste com o excedente de 15 mil milhões do ano anterior, conforme divulgado pelo Eurostat.

Leia também: O impacto da balança comercial na economia da zona euro.

Bolsas europeias Bolsas europeias Bolsas europeias Nota: análise relacionada com Bolsas europeias.

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Fonte: Sapo

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