O futuro do trabalho está a passar por uma transformação acelerada, impulsionada pela crescente presença de agentes de inteligência artificial (IA). Estes sistemas, capazes de agir autonomamente e resolver problemas complexos, estão a provocar uma reavaliação das competências e funções que os profissionais humanos devem possuir. À medida que a força de trabalho se torna cada vez mais híbrida, as empresas precisam de adotar estratégias proativas para enfrentar estas mudanças e preparar os seus colaboradores para o sucesso.
Neste novo cenário, o foco está a deslocar-se da mera execução de tarefas para a colaboração e supervisão de agentes de IA. Os líderes de recursos humanos enfrentam o desafio de redesenhar os fluxos de trabalho, criar programas de formação inovadores e estabelecer modelos de colaboração eficazes entre humanos e IA. Para prosperar nesta revolução digital, os colaboradores devem desenvolver uma combinação de pensamento crítico, criatividade, competências em IA e conhecimentos de negócio.
A integração de agentes de IA não só está a criar novas categorias de emprego, como também a transformar funções já existentes. Vemos o surgimento de novos cargos, como designers de fluxos de trabalho com IA e arquitetos de processos, que permitem que as equipas se concentrem mais em pensamento estratégico e inovação. Além dessas especializações técnicas, surgem também novos papéis que garantem a utilização ética e justa da IA em larga escala.
Os chief human resources officers (CHROs) preveem que muitos colaboradores transitem para funções técnicas, como cientistas de dados e arquitetos tecnológicos, num futuro próximo. A literacia em IA surge como a competência mais crítica nesta nova economia. As competências interpessoais, como colaboração e adaptabilidade, também ganharão destaque, à medida que a IA assume tarefas rotineiras. Os empregos humanos passarão a centrar-se nas áreas onde o valor acrescentado humano é mais significativo.
Para se adaptarem a este novo cenário, as empresas devem focar-se nas competências e não apenas nos títulos profissionais. A tecnologia, especialmente a IA e a análise de dados, pode desempenhar um papel crucial na identificação de lacunas de competências e talentos ocultos. Por exemplo, modelos de linguagem avançada podem analisar currículos e identificar padrões que apontem para novas trajetórias de carreira que os colaboradores podem não ter considerado.
Apesar dos benefícios evidentes, muitas organizações ainda se encontram nas fases iniciais da adoção de agentes de IA. Apenas 15% das empresas implementaram totalmente estas tecnologias, e 73% dos colaboradores desconhecem como o trabalho digital irá impactar as suas tarefas diárias. Esta falta de conhecimento evidencia a necessidade urgente de uma comunicação clara e de uma gestão de mudança eficaz.
Os líderes empresariais devem ser transparentes, reconhecer as mudanças que se aproximam e oferecer apoio aos colaboradores durante este processo de transição. A economia do trabalho digital já está presente, e as competências mais valiosas estão em constante evolução. As organizações que planearem proativamente a redistribuição de talento, investirem na requalificação das suas equipas e criarem estruturas de colaboração entre humanos e IA estarão melhor posicionadas para se adaptarem e liderarem nesta nova era do trabalho.
Esta transformação não só desbloqueia novos níveis de produtividade, mas também representa uma oportunidade estratégica para redefinir a força de trabalho num futuro híbrido. Ao abraçar estas mudanças, as empresas poderão garantir que permanecem competitivas e inovadoras nos anos vindouros.
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Fonte: ECO





