Portugal lidera na formação informal entre adultos da OCDE

Portugal é o país da OCDE com a maior taxa de adultos envolvidos em formação informal, segundo o relatório Employment Outlook de 2026. Este estudo revela que 80% dos adultos portugueses participam em atividades de aprendizagem fora do contexto institucional.

A OCDE define a formação informal como uma aprendizagem intencional, mas menos estruturada do que a formação formal ou não formal. Esta aprendizagem pode ocorrer em diversos ambientes e é medida pela frequência com que os adultos participam em atividades como aprender com outras pessoas, adquirir conhecimentos através da prática ou familiarizar-se com novos produtos e serviços oferecidos pelos empregadores nos 12 meses anteriores à realização do inquérito. O foco está em adultos com idades entre os 25 e os 65 anos que realizam estas atividades pelo menos uma vez por semana.

Em contraste, apenas 6,1% dos adultos em Portugal têm educação formal, que é definida como uma formação certificada e ministrada em contextos institucionais, com uma duração mínima de um semestre e reconhecida oficialmente. A formação não formal, que inclui cursos, webinars e workshops, abrange 30,1% da população adulta, sendo uma alternativa importante para a aquisição de competências relevantes para o mercado de trabalho.

Os dados da OCDE mostram que Portugal é seguido de perto por outros países em termos de formação informal, como a Irlanda (79,9%), o Chile (79,7%), a Finlândia (79,5%), o Canadá (78,3%), a Nova Zelândia (78%) e os EUA (77,9%). Por outro lado, a formação informal é menos comum em países como a Polónia (25,2%), a Lituânia (32,4%) e o Japão (46,9%).

No que diz respeito à formação formal, Portugal ocupa a 19.ª posição entre 32 países, com uma proporção relativamente baixa de adultos com este tipo de educação. Os líderes neste ranking são a Finlândia (15,4%), os EUA (12,9%) e a Suécia (11,9%). Em contrapartida, países como o Japão e a Polónia apresentam taxas muito inferiores, com apenas 1% e 2,3%, respetivamente.

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Quando analisamos a formação não formal, Portugal encontra-se em 22.º lugar, enquanto a Noruega lidera com 53,3% de adultos envolvidos. Os EUA e a Finlândia seguem de perto, com 51,2% e 50,2%, respetivamente. Os países que menos recorrem a esta abordagem são a Polónia (19,4%), a Croácia (17,4%) e a Coreia do Sul (9,2%).

Os dados revelam que a formação informal é uma realidade significativa em Portugal, destacando a importância da aprendizagem contínua e da adaptação às necessidades do mercado de trabalho. Leia também: a importância da formação contínua para o desenvolvimento profissional.

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Fonte: Sapo

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