Ministro israelita pede manutenção de ativistas da flotilha na prisão

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, conhecido por suas posições extremas, pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que mantenha os ativistas da Flotilha Global Sumud detidos em vez de os deportar. Em uma publicação na rede social X, Ben Gvir afirmou que os ativistas deveriam “ficar numa prisão israelita durante alguns meses para se habituarem ao cheiro da ala terrorista”.

A Flotilha Global Sumud, composta por 42 embarcações, foi interceptada pela Marinha israelita na noite de quarta-feira e na manhã de quinta-feira, enquanto transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. Mais de 470 ativistas foram detidos e transferidos para a prisão de alta segurança de Saharonim, localizada no deserto do Neguev.

Ben Gvir, que também é colono, criticou a ideia de que o governo israelita devolvesse os ativistas aos seus países, argumentando que isso apenas os levaria a retornar. Em um vídeo amplamente divulgado, o ministro visitou o porto de Ashdod e descreveu os ativistas como “terroristas”, alegando que armas foram encontradas nos navios, embora não tenha apresentado provas concretas.

Entre os detidos, encontram-se quatro cidadãos portugueses, incluindo a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, e a atriz Sofia Aparício. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, expressou a esperança de que os cidadãos possam regressar a Portugal “sem nenhum incidente”, sublinhando que a mensagem humanitária da flotilha foi transmitida.

A situação na Faixa de Gaza é alarmante. Desde o início da guerra declarada por Israel a 7 de outubro de 2023, em resposta a um ataque que resultou em cerca de 1.200 mortos e 251 reféns, os números de vítimas têm sido devastadores. As autoridades locais reportam pelo menos 66.288 mortos e 169.165 feridos, a maioria civis. A ONU já declarou o território em grave crise humanitária, com mais de 2,1 milhões de pessoas a enfrentar uma “situação de fome catastrófica”.

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A Flotilha Global Sumud visava furar o cerco imposto a Gaza e entregar alimentos e medicamentos, além de abrir um corredor humanitário permanente. No entanto, a resposta militar israelita tem sido severa, resultando em milhares de desaparecidos e mortos devido ao bloqueio de ajuda humanitária. A ONU já emitiu declarações sobre a gravidade da situação, considerando que a fome está a ser utilizada como arma de guerra.

Leia também: A crise humanitária em Gaza e as suas implicações globais.

Flotilha Global Sumud Flotilha Global Sumud Nota: análise relacionada com Flotilha Global Sumud.

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Fonte: ECO

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