Impacto da saída de Ronaldo na marca da Seleção Portuguesa

A saída de Ronaldo da Seleção Portuguesa poderá ter um impacto significativo na visibilidade e nas receitas associadas à marca da equipa nacional. Segundo Daniel Sá, diretor executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), a ausência do jogador de 41 anos, que anunciou ter disputado o seu último Mundial, pode ser um verdadeiro drama para a Seleção.

“Ronaldo é incomparavelmente maior do que toda a Seleção Portuguesa. A atenção mediática que se perderá com a sua saída é imensa”, afirmou Sá à agência Lusa. Ele alerta que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) precisa de desenvolver uma estratégia sólida para o período pós-Ronaldo, uma vez que a marca do jogador tem gerado receitas significativas ao longo de mais de duas décadas.

O avançado, que se tornou o primeiro jogador a marcar em seis edições da Copa do Mundo, viu Portugal ser eliminado nos oitavos de final pela Espanha, que viria a conquistar o título. Esta eliminação levantou questões sobre o futuro da Seleção e a necessidade de encontrar um sucessor à altura do recordista de golos e jogos pela Seleção.

“É crucial que a FPF não dependa apenas de uma figura. É necessário explorar outras narrativas e argumentos que possam atrair a atenção do público”, sugere Sá. O impacto económico do Mundial, estimado em 561 milhões de euros, foi em parte impulsionado pela presença de Ronaldo, que continua a ser uma figura influente nas redes sociais e no mundo dos negócios.

O estudo do IPAM revela que 23% do impacto económico gerado pelo Mundial depende dos meios digitais, refletindo a forma como os adeptos consomem futebol atualmente. “As pessoas estão cada vez mais envolvidas com o futebol fora dos 90 minutos, o que gera novas oportunidades de receita”, acrescentou Sá.

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A saída de Ronaldo representa, assim, um desafio para a FPF, que terá de adaptar a sua estratégia para continuar a atrair a atenção dos fãs e a gerar receitas. “A marca Ronaldo continuará a crescer mesmo após a sua retirada do futebol, mas a Seleção precisa de se reinventar para manter a sua relevância”, concluiu.

Leia também: O impacto das redes sociais no desporto moderno.

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Fonte: ECO

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