Fenprof critica ministro da Educação por clima de suspeição

O secretário-geral da Fenprof, José Feliciano Costa, manifestou esta segunda-feira a sua indignação em relação ao ministro da Educação, Fernando Alexandre, acusando-o de criar um “clima de suspeição” sobre os professores. Durante uma conferência de imprensa, Costa afirmou que o ministro não possui condições para continuar no cargo, especialmente após as suas declarações sobre a correção de provas.

As críticas surgiram após Fernando Alexandre ter revelado que a sua equipa identificou casos de professores que acumularam centenas de itens a corrigir sem qualquer classificação. O ministro defendeu a implementação de um novo modelo, onde a correção das provas seria contratualizada. Costa considerou que estas afirmações apenas reforçam um clima de desconfiança que já tinha sido alimentado pelo primeiro-ministro.

“Isto é gravíssimo”, afirmou Costa, referindo-se à situação. O secretário-geral da Fenprof sublinhou que as falhas na qualificação digital dos exames nacionais são da responsabilidade exclusiva de Fernando Alexandre. Ele descreveu o processo como “caótico” e criticou a tentativa do ministro de normalizar a situação.

Além disso, José Feliciano Costa destacou o esforço extraordinário de milhares de professores, que trabalharam longas horas para corrigir as provas, muitas vezes além do que era esperado. “Não é um processo normal”, frisou. Quando questionado sobre o pagamento de horas extraordinárias prometido aos docentes, Costa admitiu que ainda não tem informações sobre como esse pagamento será realizado.

A Fenprof também se mostrou preocupada com os impactos da época especial anunciada pelo ministro para os alunos afetados, que terá lugar em setembro. Costa lembrou que a segunda fase dos exames nacionais está prestes a começar e que as escolas devem focar na preparação para o próximo ano letivo, devendo estar tranquilas em relação a este processo.

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A Fenprof garantiu que estará atenta para que nenhum aluno ou professor seja prejudicado. Este ano, pela primeira vez, os exames nacionais do ensino secundário, que envolveram 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital. No entanto, o processo enfrentou várias falhas técnicas desde o início, levando o Ministério da Educação a adiar os prazos inicialmente estabelecidos.

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Fonte: ECO

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