O Banco CTT, propriedade dos CTT, está a atrair a atenção do banco espanhol BCC-Grupo Cooperativo Cajamar, que manifestou interesse numa possível parceria. A informação foi avançada pela agência Bloomberg, que também revelou que os CTT estão a trabalhar com o BNP Paribas para explorar diferentes opções para o seu negócio bancário.
Além do BNP Paribas, os CTT contrataram o banco de investimento Rothschild para avaliar as possibilidades em relação ao Banco CTT. Contudo, não está claro se as negociações estão a avançar, uma vez que não há um processo formal de venda em curso. A empresa portuguesa esclareceu que colabora ocasionalmente com consultorias e bancos de investimento para analisar cenários de desenvolvimento e oportunidades de negócio.
O Cajamar, com sede em Almeria, optou por não comentar rumores sobre a parceria. Esta situação surge após os CTT terem vendido uma participação de 8,7% do Banco CTT à seguradora Tranquilidade Generali em 2022, numa operação que avaliou a instituição em 290 milhões de euros.
Entre as várias possibilidades em discussão, uma das opções inclui um spin-off do Banco CTT, seguido de uma eventual colocação em bolsa. O ex-CEO dos CTT, João Bento, já havia mencionado que a integração do Banco CTT no Grupo CTT dificulta a avaliação da empresa por investidores e analistas. Apesar disso, Bento referiu que ainda existem “alavancas de avaliação do banco” a serem exploradas antes de uma possível venda.
O interesse do Cajamar reflete o crescente apetite dos bancos espanhóis pelo mercado bancário português. O Santander, o BPI (controlado pelo Caixabank), a Abanca e o Bankinter são exemplos de instituições espanholas que já operam em Portugal. Esta presença espanhola no setor bancário nacional suscita preocupações entre as autoridades portuguesas. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, expressou anteriormente a sua oposição à concentração do setor bancário nas mãos de um único país, referindo que é do interesse de Portugal evitar uma excessiva dominância de bancos espanhóis.
A situação em torno do Banco CTT e o interesse do Cajamar poderá ter implicações significativas para o futuro do setor bancário em Portugal. Leia também: O impacto da presença espanhola no mercado bancário português.
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Fonte: ECO





