Nuno Melo, presidente do CDS-PP e atual ministro da Defesa, manifestou esta quarta-feira o seu “muito orgulho” em fazer parte do Governo ao lado do ministro da Educação, Luís Neves. Durante uma iniciativa em Lisboa que assinalou os 52 anos do partido, Melo abordou as polémicas que cercam Neves, mas decidiu focar-se nos resultados positivos alcançados pela Administração Interna.
O ministro da Defesa sublinhou que o Governo PSD/CDS-PP tem conseguido “resultados notáveis” ao longo dos últimos dois anos. “Este Governo tem dado respostas relevantes e, como em tudo na vida, tem momentos melhores e outros que podem não ser tão bons. Contudo, no balanço, temos razões para sentir que o dever foi cumprido”, afirmou.
Melo expressou solidariedade com os seus colegas de Conselho de Ministros e destacou a importância da fase atual de prevenção de incêndios, remetendo para Luís Neves as explicações sobre as questões mais controversas. “Pela primeira vez em muitos anos, vejo quatro áreas de tutela – Administração Interna, Defesa Nacional, Agricultura e Ambiente – a trabalharem de forma coordenada”, disse, ao lado de Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna.
O ministro da Educação, Luís Neves, tem estado no centro de uma polémica relacionada com obras numa propriedade sua em Odemira e a apreensão de um atrelado associado a um processo de tráfico de droga. Nuno Melo, no entanto, recusou comentar um possível inquérito parlamentar solicitado pelo Chega, afirmando que Neves já se comprometeu a dar as devidas explicações.
Sobre Fernando Alexandre, que tem enfrentado desafios na correção digital dos exames nacionais, Melo elogiou-o como “um grande ministro”, afirmando que o seu trabalho não deve ser avaliado apenas por um episódio menos positivo. “Quando conversamos com professores, não apenas com sindicatos, percebemos o reconhecimento pelo que está a ser feito. Nesse sentido, tenho muito orgulho de estar ao lado deste ministro da Educação”, afirmou.
Em relação ao CDS-PP, Nuno Melo destacou o papel histórico do partido como “fundador da democracia” em Portugal, sublinhando a sua relevância ao longo dos 52 anos de existência. “O CDS tem sido fundamental na defesa da democracia e da liberdade, tendo participado em múltiplos governos e no poder autárquico”, disse, reforçando que o partido continua a ser um fator de moderação e estabilidade no regime.
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ministro da Educação ministro da Educação Nota: análise relacionada com ministro da Educação.
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Fonte: ECO





