Crescimento da massa monetária na Zona Euro alerta BCE

A massa monetária na Zona Euro registou um novo aumento em junho, o que levanta preocupações no Banco Central Europeu (BCE) sobre a evolução da inflação. De acordo com os dados divulgados pelo BCE, a taxa de crescimento anual do agregado monetário alargado M3 subiu para 3,3% em junho, em comparação com os 3% de maio, que foi revisto em baixa a partir do valor inicialmente anunciado de 3,2%.

Este indicador, que combina o dinheiro em circulação com depósitos bancários e outras aplicações de curto prazo, é um reflexo da liquidez disponível na economia. Um aumento na massa monetária pode significar que há mais recursos disponíveis para famílias e empresas, o que pode estimular o consumo e a poupança. Contudo, o BCE está atento a este crescimento, pois um excesso de dinheiro em circulação, sem um correspondente aumento na oferta de bens e serviços, pode resultar em pressões inflacionárias futuras.

O BCE também destacou que o aumento do M3 se deve a alterações nas rubricas do balanço das instituições financeiras, especialmente os ativos externos líquidos, cuja contribuição cresceu de 1,9 para 2,2 pontos percentuais. Apesar do crescimento, a média do M3 nos últimos três meses manteve-se em 3%, um nível que o BCE considera compatível com o seu objetivo de estabilidade de preços, fixado em 2% a médio prazo.

Dentro do M3, o indicador M1, que inclui apenas o dinheiro físico e depósitos à vista, apresentou uma desaceleração em junho, com um crescimento anual de 3,4%, abaixo dos 3,7% de maio. Este dado sugere que os cidadãos da Zona Euro estão a optar por manter menos dinheiro disponível e a buscar depósitos a prazo mais rentáveis, cujas taxas de crescimento subiram de 1,4% para 2,8% entre maio e junho.

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No que diz respeito ao crédito, os dados do BCE mostram alguma estabilidade. A taxa de crescimento anual dos empréstimos ajustados às famílias manteve-se em 3% em junho, o mesmo valor do mês anterior, embora o dado de maio tenha sido revisto em baixa. Os empréstimos às empresas não financeiras também cresceram 4% em termos homólogos, sem alterações em relação ao mês anterior, indicando que o acesso ao financiamento permanece relativamente estável.

Estes dados são cruciais para o BCE, uma vez que a evolução da massa monetária costuma antecipar os movimentos da inflação. Um crescimento acelerado da massa monetária pode, no futuro, pressionar os preços para cima, enquanto um abrandamento, como o observado no M1, é visto como um sinal de moderação nas pressões inflacionistas a curto prazo. Assim, os responsáveis pela política monetária na Zona Euro utilizam estes indicadores como uma ferramenta adicional para decidir sobre as taxas de juro, num contexto em que equilibrar o crescimento económico e o controlo dos preços é um desafio constante.

Leia também: O impacto da política monetária na economia da Zona Euro.

massa monetária Nota: análise relacionada com massa monetária.

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Fonte: ECO

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