A FIFA está a preparar-se para vender uma participação minoritária numa nova entidade comercial, avaliada em cerca de 20 mil milhões de dólares, o que equivale a aproximadamente 17,6 mil milhões de euros. Esta decisão surge como uma estratégia para capitalizar o sucesso do Campeonato Mundial de Futebol de 2026, conforme avança o jornal Financial Times.
A Federação Internacional de Futebol, que é a entidade máxima do futebol mundial, está a colaborar com o banco norte-americano JPMorgan para atrair investidores externos. A ideia é que estes investidores possam adquirir uma posição na ordem dos 20% nesta nova entidade comercial. Segundo fontes citadas pela publicação britânica, a entidade será liderada pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, e deverá gerar receitas de pelo menos 13 mil milhões de dólares, ou 11,4 mil milhões de euros, durante o seu ciclo de quatro anos, impulsionadas pelo Mundial que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.
Os fundos obtidos com a venda da participação nesta nova entidade comercial serão utilizados para reforçar o apoio financeiro às federações nacionais de futebol. Este veículo corporativo foi criado para gerir receitas, patrocínios, inventário publicitário e direitos de transmissão, entre outros aspetos. A FIFA espera que esta iniciativa não só aumente as suas receitas, mas também melhore a sustentabilidade financeira das suas federações associadas.
Outras entidades desportivas já seguiram um caminho semelhante, criando entidades comerciais separadas para atrair capital externo. Por exemplo, as ligas de futebol de Espanha e França já estabeleceram estruturas semelhantes. Além disso, o Comité Olímpico Internacional criou a Olympic Broadcasting Services (OBS) em 2001, com o objetivo de gerir as transmissões televisivas dos Jogos Olímpicos.
A venda da participação minoritária na nova entidade comercial da FIFA representa uma oportunidade significativa para investidores interessados em entrar no mundo do desporto. A FIFA, ao diversificar as suas fontes de receita, poderá garantir um futuro mais estável e financeiramente sólido para o futebol a nível global.
Leia também: O impacto económico do Mundial de Futebol nas nações anfitriãs.
Leia também: McDonald’s enfrenta queda devido ao aumento dos preços da carne
Fonte: ECO





